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Nos amarmos mesmo sabendo que estamos errando!

Para falar de amor, é preciso falar de humildade. Humildade vem do Latim humus que significa “filhos da terra”. Refere-se à qualidade daqueles que não tentam se projetar sobre as outras pessoas, nem mostrar ser superior a elas. A humildade é a virtude que dá o sentimento exato da nossa modéstia, cordialidade, respeito, simplicidade, honestidade e passividade.



Talvez seu significado nos remeta a ter ciência de que ela (a humildade) só se constrói neste plano físico, durante o tempo que vivemos aqui, portanto o amor também. Pois no período em que estamos habitando este planeta, somos “filhos deste lugar”.

É saber aceitar nossos desígnios e ao mesmo tempo, aprender a não se separar de todo o universo que nos rodeia.

Há algo que em nós que nos separa de todo o universo existente: o ego. Infelizmente o ser humano se preocupa mais com o seu mundinho e pouco com todo o contexto. E mais, o ego além de ver somente a si mesmo, ele ainda se separa da Fonte Primordial e da essência da alma. Achamos que Deus está tão distante de nós e que somos tão imperfeitos para alcançar a perfeição, que nem tentamos nos aproximar.


Saber amar é saber receber e doar na mesma proporção, com humildade. É o dom de transformar conhecimento em sabedoria, porque de nada adianta ler, ser estudado, informado, se na vida não sabemos aplicar nada na prática.

É ser simples como a natureza, que reconhece onde vive e respeita este chão (Terra) e quem vive aqui. É estar disposto a reconhecer nossas necessidades e as de quem faz parte deste mundo, sem interferir. Ou seja, compreender o limite do outro, com compaixão.

Já a falta de amor despreza a beleza, alegria, separa corações e traz tristeza. Isso afasta e rejeita-nos de outras pessoas, porque achamos que somos autosuficientes por não reconhecermos o verdadeiro papel da doação. Ora nos afastamos para não sofrer; ora doamos demais para não ser rejeitados. Normalmente medimos o amor que sentimos pelas pessoas através das características as quais, nós julgamos ser favoráveis. Enquanto o outro for conforme eu quero, eu o amo. Caso esta pessoa mude as condições que nos ligavam a ela, deixamos de amá-la.

O amor é verdade, é cura, é entrega, é compreensão…


Enfim, é tudo que o ser humano precisa para se religar com a Fonte Divina, que é a sua própria essência.

A grande lição que aprendemos ao amar é: mesmo sabendo que estamos errando, ainda assim, nos amar. Mesmo sabendo que nosso mundo está errado, ainda assim, amá-lo. Mesmo vendo as pessoas fazendo tudo errado, ainda assim amá-las.

Fácil? Não, porque falta humildade para reconhecer isso; falta reconhecer que somos filhos da nossa “Mãe Terra”; falta compreender quem somos e onde precisamos melhorar; falta respeito entre nós e entre os outros seres…

Além de nos auxiliar sentimentalmente, o amor irriga a glândula timo. Somente há pouco tempo foi descoberto que ela é responsável pela imunidade. Os médicos apenas a viam nas autópsias e não sabiam o que era, nem qual sua função. O timo continua sendo um ilustre desconhecido. Ele cresce quando estamos contentes, encolhe pela metade quando estamos estressados e mais ainda quando adoecemos ou com a morte. Ao sermos invadidos por micróbios ou toxinas, a glândula reage produzindo células de defesa. É sensível a imagens, cores, luzes, sons, cheiros, sabores, toques, palavras, pensamentos. Faz conexão de acordo com nossas reações, tanto positivamente, como negativamente.


Para testar essa conexão faça um teste: aperte os dedos indicadores e polegares (como sinal de ok), pense e sinta que está feliz. Peça para alguém abrir seus dedos. Depois pense e sinta que está infeliz e peça novamente para alguém abrir seus dedos. Perceba que sentir felicidade fortalece tanto os dedos quanto a glândula timo. E quando estamos infelizes, os dedos enfraquecem, assim como a glândula.

Esta reflexão serve para aprendermos a aceitar e entender o conceito de amor, vendo-o como algo próximo de nós. Que seja algo que nos fortaleça e nos auxilie para sustentar felicidade e boas energias. A proposta a partir de agora é a de poder nos aproximar do que este sentimento representa em nossas vidas e deixá-lo fazer parte do que realmente queremos para nós.

Por Cátia Bazzan


Que o presente possa nos acalentar…

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