Animais

Amarrado a uma árvore e deixado ali para morrer, cão é salvo por ciclistas!

O caso aconteceu em Portugal, e quem compartilhou o vídeo foi o grupo de proteção e defesa dos animais Asociación Animalista Libera.



O abandono animal é um assunto que deve ser encarado com muita seriedade. A Organização Mundial de Saúde acredita que, só no Brasil, existem mais de 30 milhões de animais abandonados, sendo cerca de 10 milhões de gatos e mais de 20 milhões de cachorros. Os números assustam e mostram também a dura realidade de descaso e maldade a que muitos bichinhos indefesos estão sujeitos.

Assim que um cão ou gato ganha um lar, o dono se torna responsável por atender a suas necessidades básicas, mas também por lhe fornecer carinho e amor. Animais de estimação não são objetos descartáveis, não servem como guardas de locais vazios e tampouco devem ser mantidos trancafiados como se fossem criminosos em prisões de segurança máxima.

Se o descaso com os animais existe, é porque existem poucas medidas punitivas efetivas e porque não é ensinado desde a infância que o valor da vida é o mesmo em qualquer espécie. Não podemos nos comportar como superiores se, na verdade, agimos como completos selvagens, ferindo e matando quando nos é conveniente.


Em Portugal, um triste caso aconteceu e foi compartilhado nas redes sociais da Asociación Animalista Libera, uma rede de proteção dos animais, que atua há 17 anos em Barcelona, na Espanha. Um grupo de ciclistas, que estava fazendo um passeio, encontrou um indefeso cãozinho preso a uma árvore pelo pescoço, como se tivesse sido deixado ali para morrer.

A situação deixou todos chocados, já que era visível que o cachorro estava ali, preso, havia algum tempo. As condições de saúde dele também eram precárias, pois estava muito magro, inclusive com ossos salientes, enfim, era possível perceber nitidamente que o pobre animal não tinha uma vida boa antes de ser simplesmente amarrado ali.

Direitos autorais: reprodução YouTube/Animal Shelters Near Me.

No Facebook, a organização escreveu que era preciso ser uma pessoa muito má para deixar um animal indefeso preso dessa forma, sem conseguir sequer se deitar, já que a corda estava completamente enrolada em seu pescoço. A amarração era tão justa, que atrapalhava seus movimentos, impossibilitando-o de mexer o pescoço adequadamente.


A situação era tão delicada, e o animal estava tão assustado, que os ciclistas precisaram agir de forma cuidadosa. Primeiro, eles ofereceram um pouco de comida ao cãozinho, para que sentisse um pouco mais de confiança e, enquanto ele devorava o alimento, um dos homens cortou a corda que o mantinha preso, libertando-o finalmente.

Direitos autorais: reprodução YouTube/Animal Shelters Near Me.

A solução mais rápida para conter o aumento do abandono animal é agir de forma consciente no momento da adoção. Você pode se fazer perguntas simples, como: estou preparado para ter um animal? Se esse animal tiver uma personalidade que não me agrada, estou disposto a continuar sendo seu responsável?

Caso eu viaje, terei onde deixá-lo? Tenho dinheiro para arcar com seus gastos? Se ele adoecer, terei renda suficiente para pagar um tratamento de qualidade? Caso ele se comporte de maneira inadequada, estou disposto a tentar lhe ensinar, ao invés de puni-lo com agressões físicas e verbais?


 

Essas são apenas algumas perguntas que podemos colocar num rol de coisas a se considerar. Quando escolhemos adotar um animal, precisamos ter consciência de que sempre vai existir um lado bom e um ruim, assim como em tudo que vivemos.

Nem sempre aquele companheiro se comportará da maneira que esperamos, e isso é normal, assim como nós, os bichos de estimação têm a própria forma de agir e pensar, o que não nos dá o direito de puni-los. A organização ainda agradeceu aos ciclistas e destacou o quão sortudo aquele animal foi, já que poderia ser que ninguém passasse por ali tão cedo.

Um dos seguidores da página ainda comentou que o cãozinho está sob os cuidados dos bombeiros voluntários, na cidade de Valongo, em Portugal. Os profissionais ficaram encarregados de cuidar do bichinho até que se recuperasse fisicamente, e adiantaram que existiam muitas pessoas já interessadas em adotá-lo!


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