Comportamento

Ameaçado por ser gay, homem recebe ajuda de mais de 100 pessoas e pinta casa com as cores do arco-íris

4 capa Ameacado por ser homossexual homem recebe ajuda de mais de 100 vizinhos e pinta casa de arco iris

“Esteja ciente de que os outros podem encontrar alegria em coisas que você não entende, mas só porque você não entende não significa que você deve tentar acabar com o dia de alguém.”



As diferenças causam estranheza, provocam medo e reações diferentes, dependendo da pessoa. O preconceito é uma das infelizes formas de lidar com essas diferenças, usando a violência (física e verbal) como forma de reagir ao que causa desconforto.

Uma das melhores formas de tentar lidar com tudo o que é considerado “desviante” é tentar aprender a respeito e saber que a régua que você usa para medir o mundo não é a mesma que a pessoa ao seu lado vai usar, e está tudo bem.

Em Phillip Island, na Austrália, Mykey O’Halloran é conhecido por criar estilos de cabelo coloridos e chamativos, fazendo das cores a principal aliada em seu trabalho.


Segundo o jornal The Washington Post, quando o jovem conseguiu comprar uma casa com o dinheiro que conquistou em anos como cabeleireiro, sentiu que o espaço precisava de uma reforma para atender à sua personalidade vibrante e inflamável.

Seu maior desejo era morar num local capaz de traduzir sua alegria e seu orgulho de ser um homem gay. O proprietário do Unicorn Manes, salão muito popular na região por deixar os clientes extravagantes com penteados inspirados em coisas diferentes, não tinha como não fazer de seu lar uma extensão de sua cultura e vivência, por isso decidiu que a pintaria com as cores do arco-íris.

No dia 16 de março, ele fez uma extensa e triste publicação em seu Facebook, contando que havia sido ameaçado por cinco homens, entre eles o vizinho da frente, que também havia acabado de se mudar para a pequena comunidade de cerca de 7 mil pessoas. Conforme seu relato, dois homens o seguraram pelos braços, enquanto o vizinho dizia que ele “morreria, caso pintasse a casa de arco-íris”.

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Direitos autorais: reprodução Facebook/Mykey O’Halloran.


Eram quase 21h30 e Mykey foi abordado nos fundos de sua propriedade, que ainda não contava com iluminação externa. Assim que ouviu barulhos, o jovem ligou a lanterna de seu celular para tentar enxergar algo, e foi surpreendido pelos cinco homens que se aproximaram. Um deles se apresentou como o vizinho da frente e imediatamente ameaçou o rapaz.

Entre os cinco suspeitos, um era pai do agressor, que afirmou morar em frente. Mykey revela que não conseguiu discutir naquela ocasião e que sentia muito medo, temia pela sua vida. Mas também achava inaceitável que estivesse com sérios riscos de morrer por conta da escolha da paleta da parede externa de sua casa, um motivo fútil.

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Direitos autorais: reprodução Facebook/Mykey O’Halloran.

Logo que os suspeitos foram embora, o jovem de 29 anos ligou para a polícia, tentando relatar tudo o que tinha acabado de acontecer. Segundo ele, morar em Phillip Island era um de seus maiores sonhos, já que a região aparenta ser um ambiente pacífico e tranquilo. Tendo comprado sua casa, sendo um cidadão honesto, que paga suas contas, ele jamais aceitaria que uma pessoa que nunca viu lhe dissesse como deve ou não viver.


Depois das ameaças e da publicação no Facebook, que teve mais de 1,2 mil curtidas, Mykey recebeu apoio de sua comunidade. No dia 18 de abril, mais de 100 pessoas foram à sua propriedade, com pincéis nas mãos, dispostas a ajudar e a fortalecer o círculo do jovem.

Ele revela que a resposta positiva dos moradores encheu seu coração de amor e o fez perceber que não estava sozinho. Muitas pessoas passaram apenas para cumprimentá-lo, apertar sua mão e desejar-lhe boas-vindas à comunidade.

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Direitos autorais: reprodução Facebook/Mykey O’Halloran.

A movimentação inspirou o rapaz a tirar uma lição de tudo o que aconteceu, como explicou em outra publicação nas redes sociais, de que não devemos deixar que os agressores nos digam como viver.


É preciso manter sua posição, está tudo bem em ser quem se é, e todos têm liberdade de se expressar da forma como acharem conveniente, desde que isso jamais atinja outras pessoas.

 




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Uma publicação compartilhada por Unicorn_Manes/MykeyO’Halloran (@unicorn_manes_bymykey)


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