Comportamento

Amigos gays, casados por causa de suas famílias religiosas, esconderam sexualidade por 30 anos!

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Cada união possui seus segredos, coisas que ninguém sabe. Para Brad e Cyndi Marler, os dois eram homossexuais e um sabia da sexualidade do outro.



A sexualidade ainda é uma questão estigmatizada na sociedade, mas no passado, chegava a ser criminalizada, se fugisse dos padrões heterossexuais. Se hoje ainda existe muita violência contra homossexuais, há alguns anos essa violência era aceita e incentivada, inclusive judicialmente.

Isso não significa que os avanços da minoria LGBTQI+ sanaram todos os problemas existentes. De acordo com o relatório da Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros e Intersexuais (ILGA), o Brasil ocupa o primeiro lugar do continente em homicídio de pessoas LGBT e a liderança mundial em assassinatos de pessoas trans.

Dados do Grupo Gay da Bahia (GGB) mostram que uma pessoa LGBT é morta no país a cada 19 horas, enquanto a Rede Trans aponta que uma pessoa trans é morta a cada 26 horas, sendo que sua expectativa de vida é de apenas 35 anos.


Em reportagem da Associated Press, Cyndi e Brad Marler viveram três décadas de “uma vida totalmente americana”, casando-se e tendo dois filhos, mesmo ambos sendo homossexuais. Alguns anos depois que se casaram, eles contaram um ao outro seu segredo, e decidiram se unir para viver contra a hostilidade do resto do mundo, sem que mais ninguém soubesse da verdade.

Hoje o casal de cerca de 50 anos decidiu “viver autenticamente”, principalmente agora que os filhos se tornaram adultos e estão vivendo novas vidas em Chicago. Nos Estados Unidos, uma pesquisa de Leis e Políticas Públicas da Escola de Direito da UCLA mostra que o segmento LGBT tem se assumido cada vez mais jovem, sempre superando gerações anteriores. Mas Brad e Cindy fazem parte da parcela que prefere esperar até mais tarde para revelar a orientação sexual.

Ambos cresceram em lares extremamente religiosos, em pequenas comunidades de Illinois, por isso assumir a sexualidade nunca foi uma opção para eles. Como enfrentar uma família que acredita que tudo que seja relacionado a outras orientações sexuais seja plenamente condenável e incorreto?

Foi apenas em setembro deste ano, quando completaram 32 anos de casados, que os amigos decidiram abrir o jogo publicamente. O casal explica que, desde muito novos, sempre aprenderam que ser homossexual era o mesmo que ter uma passagem só de ida para o inferno, por isso nunca tinham enxergado possibilidades de “sair do armário” antes deste ano.


Cyndi conta que eles sempre quiseram uma casa, um cachorro e duas crianças, e fizeram isso juntos, tomando a decisão de fazer aquela união funcionar, mesmo um sabendo da orientação do outro. Percebendo que os direitos dos homossexuais tiveram consideráveis avanços nos Estados Unidos e no restante do mundo, ainda assim ambos temiam ser descobertos.

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Direitos autorais: reprodução/arquivo pessoal.

Em público, eles mantinham os papéis de gênero: Cyndi sempre com o cabelo comprido, e eles nunca falaram que era Brad quem decorava a casa, nunca se afastaram do casamento, construíram casas, criaram os filhos, mas este ano sentiram que tinham chegado ao limite. O homem explica que era como um “castelo de cartas que precisava ser derrubado”.

Mas revelar a orientação sexual, mesmo em um contexto menos opressor, não é tão simples quanto se imagina. Criado em um contexto homofóbico, Brad ficou profundamente deprimido e precisou iniciar acompanhamento psicológico para aprender a trabalhar sua homofobia internalizada.


Eles revelam que nunca teriam conseguido revelar que são homossexuais se os pais ainda estivessem vivos, já que desde muito novos eram advertidos sobre as proibições divinas a respeito da sexualidade desviante. Outro fator que impulsionou o casal foi que a filha contou que é lésbica, nesse momento decidiram se aposentar, vender tudo que tinham construído juntos e comprar apartamentos separados para que pudessem, pela primeira vez, fazer parte da comunidade LGBTQI+.

Brad descreve esse processo como se estivesse passando por uma segunda adolescência, em que tudo é novidade. Cyndi conta que ainda está se concentrando em descobrir a si mesma antes de entrar num relacionamento com outra mulher. Mesmo separados, eles se veem diariamente e se consideram melhores amigos.

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