Amor

Amor, coisa de doido

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Que o amor é coisa de doido e que viver dá trabalho, todo mundo sabe.



Que é difícil encaixar o amor em definições, domá-lo e fazer dar frutos, também. E também que nem é essa a intenção.

Que vida e amor não são uma espécie de ilha a ser descoberta no meio do oceano e que algum dia alguém chegou lá e voltou para provar o que é e como é ou explicar como se faz. Ninguém sabe ao certo. Ninguém tem certeza do que é. Não se engane. O que chamamos de amor, por exemplo, tem o dom de confundir por entre emaranhados de esquisitices e contradições: ora frio na barriga, ora pontadas no coração. Ora beijos molhados, ora faces molhadas  – agora por lágrimas. Ora chegada, ora partida. Ora abraço de paz, ora lonjuras de desassossego. E o que rotulamos como vida também vive nos surpreendendo; raramente respondendo nossas dúvidas e sempre trazendo novas perguntas.

Entre todo esse não saber e essa mescla de incertezas, optei pela loucura total: amo e vivo.


Amo sem saber o que é amar, o que é amor. Vivo sem esperar a moedinha do troco. Amo do avesso. Vivo sem lei, sobrevivo ao caos que eu mesma crio e ainda me divirto. Amo exageradamente o que elejo para amar. Vivo infatigavelmente os meios e inteiros cabíveis em mim. Amo a busca pelo amor e vivo amando a experiência, assim, saio no lucro: se eu não encontrar respostas, ao menos, amei, ao menos vivi.

E que, caso nada der certo, eu seja perdoada por ter tentado.

E que eu não perca essa teimosia só minha de ter fé na vida.

E que eu me livre diariamente das garras do maior pecado universal chamado ingratidão.


E que eu saiba das quedas no caminho e que elas não me assustem.

E que eu levante da cama quando a vontade for de ficar.

E que eu regue as flores mesmo sabendo que, um dia ou outro, elas hão de morrer.

E que as minhas verdades jamais se percam no tempo e no espaço.


E que eu me poupe de autoflagelação, me perdoe e me reinvente.

E que eu ame mesmo sabendo que, como as flores, o amor também pode se perder pelo caminho.

E que eu não me esqueça de viver o que eu escrevo.

E que os meus pecados e loucuras em nome do amor sejam também perdoados. Assim como eu e minha loucura de teimar no amor.


E que a minha urgência de amar seja perdoada.

E que por ter urgência de amar e não o saber fazer, eu seja perdoada também.

Por gostar de amor e nem saber que bicho é esse.

 


Amém.

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