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Amor conivência, amor conveniência e amor convivência:

 Como já expliquei em um vídeo do meu canal no YouTube (https://youtu.be/w6w8ptsQOkY), amar é uma experiência que pode ser definida como a “busca da completude no outro”, ou seja: na outra pessoa eu busco aquilo que afetivamente falta em mim.



É por esta razão que afirmamos que aquela pessoa me completa, uma vez que somos seres em busca da plenitude e nos entendemos como incompletos. Somente os egoístas (e, portanto os egocêntricos) afirmam de maneira patológica que não precisam de ninguém, pois se bastam a si mesmos.

A experiência de amar alguém ultrapassa o campo das emoções para residir no território dos sentimentos. Amar não é uma emoção, amar é um sentimento. Qual a diferença?

Emoção é um estado afetivo transitório e modificável ao longo do dia: alegria, raiva, insegurança são exemplos de estados emocionais que podem se manifestar em nós ao longo do nosso dia-a-dia.


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Sentimento é um estado afetivo mais duradouro, permanente porque é resultado de um conjunto de atitudes que eu realizo ao longo do tempo de relacionamento: amor, ódio, esperança e cumplicidade são exemplos de quem se dedica a algo ou a alguém independentemente das emoções circunstanciais.

Já que entendemos o amor como um sentimento, é importante que a pessoa conheça as 3 formas de amar: quer conhece-las?


O amor conveniência é a forma mais simples com que as pessoas amam. Ele é resultado da personalidade que uma pessoa tem. Um exemplo: alguém que foi criado em uma família acostumada a beijar, abraçar e festejar muito provavelmente será a postura com que esta pessoa amará a outra. É uma conveniência, pois se trata da maneira mais simples ( = porque já estamos acostumados a ser assim, independentemente do outro ter sido criado em uma família com outros valores) que sabemos ser, mas nem sempre percebemos que talvez não seja a forma do outro saber receber este tipo de amor.

O amor conivência é a maneira que alguém manifesta ao se acostumar com o modo de ser do outro por ser conveniente a esta pessoa assumir uma postura mais passiva. Alguns argumentam que “ruim com aquela pessoa, pior sem ela…”. O amor conivência se mostra quando um dos parceiros é conivente com os erros e equívocos da outra pessoa e nada faz para ajudá-la ou até mesmo adverti-la quanto às suas atitudes. Muitos têm medo de demonstrar suas opiniões e valores com medo de perder a outra pessoa. Isto seria sensato?

Finalmente, o amor convivência apresenta-se como a alternativa amadurecida entre duas pessoas que escolheram de maneira livre e madura um tipo de relação que se estrutura com as duas letras “v”: convivência. A convivência pressupõe a minha vida e a vida do outro, este é o motivo pelo qual a palavra traz duas vezes esta letra. Não pode haver uma vida sem a outra, pois o relacionamento não é de convivência e, portanto não é um relacionamento saudável.

O amor convivência nos ensina que precisamos aprender a nos colocar no lugar do outro em situações de dificuldades, crises, imaturidades, inseguranças e preocupações. A irmã do amor convivência chama-se alteridade.

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Alteridade é a atitude que nós temos em nos colocar no lugar do outro para entender o seu ponto de vista e as dificuldades que a pessoa vivencia naquele momento, mesmo que para nós aquela preocupação seja algo “bobo” ou “desnecessário”. Mas será que é assim para o outro?

Convido você a uma reflexão sobre a forma que você escolheu amar.

Luiz Felippe Matta Ramos

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Texto escrito com exclusividade para o site O Segredo. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.




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