Reflexão

“Amor demais gera folgado, firmeza demais gera medroso.” Leo Fraiman deu dica sobre criação dos filhos

Em entrevista, o educador explicou que é preciso equilíbrio da parte dos pais na hora de criar os filhos. Confira!



Entre as muitas maneiras de criar os filhos escolhidas pelos pais, dois polos se destacam: os pais, que querem dar-lhes tudo que não tiveram, e aqueles que acreditam que oferecer demais é mimá-los, por isso dificultam suas vidas o máximo possível.

Você, provavelmente, foi criado de acordo com uma dessas filosofias, e pode ser que concorde que ela foi a melhor maneira de educá-lo para que se tornasse quem é hoje. Mas será que é necessário escolher apenas um desses caminhos? E quais serão as consequências de não ensinarmos aos filhos uma realidade mais ampla, em que as coisas não necessariamente precisam ser tão definidas?

Leo Fraiman, psicoterapeuta e educador, deu uma entrevista ao programa “Pânico” há algum tempo para falar sobre o relacionamento entre pais e filhos, que muitas vezes é conturbado, e mostrou uma forma muito interessante de guiarmos a educação das crianças e adolescentes.


Ele resumiu o seu ponto de vista na frase: “Amor demais gera folgado, firmeza demais gera medroso.” Segundo o palestrante, os pais que mimam demais os filhos, fazendo todas as suas vontades, não o fazem para vê-los felizes, mas sim por narcisismo.

Fraiman considerou essa tendência preocupante, especialmente no mundo atual, em que as pessoas precisam se esforçar para conseguir aquilo que desejam. O educador explicou que as crianças que não se tornam “gente”, com responsabilidade pela própria vida, acabam por se tornar “dispensáveis”.

De acordo com o pensamento de Fraiman, um dos erros dos pais na educação dos pequenos e dos jovens é sempre resolver seus problemas, nunca dando a chance para os filhos lidarem com as próprias dificuldades.

Nesse contexto, quando os pais não são capazes de solucionar os estressores das crianças, elas podem se irritar e encontrar como solução o ataque ao estressor e a revolta. Esse tipo de comportamento, explicou o psicoterapeuta, é resultado da falta de resiliência e da fraqueza da criança, que se transforma de “fofa e carinhosa” em um ser “desagradável” rapidamente.


Apesar de saber que criar um filho não é uma das missões mais fáceis para um adulto nos dias de hoje, Leo explicou que “não fazer” é muito mais complicado do que fazer alguma coisa, finalizando com uma frase muito significativa: “O filho submisso comprado com um iPhone dá menos trabalho. Dá muito trabalho educar, mas não educar dá mais.”

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