Comportamento

“Amor é o que mais importa”: após 6 anos de luta, mulher consegue adotar menino órfão de Uganda!

Foi uma longa batalha até conseguir que Adam fosse realmente considerado seu filho, agora eles estão no Reino Unido e a adaptação também tem sido complicada.



Nem sempre o processo de adoção é simples, mesmo com tantas crianças precisando de famílias e de lares. A burocracia, muitas vezes, impede que mães e pais oficializem a situação, mesmo que as crianças já morem em suas casas, fazendo com que se sintam inseguros, sem saber se podem mesmo considerar que são uma família ou não.

Emilie Larter, de 29 anos, passou longos seis anos até oficializar a adoção de Adam, que conheceu quando tinha apenas cinco dias de vida. Ela o conheceu em 2014, quando foi voluntária em um lar adotivo, quando viajou para Uganda, com apenas 23 anos.

Ele já era órfão e, naquela ocasião, criaram uma conexão sem precedentes, que fez com que a jovem voltasse ao país para adotá-lo. Foram muitos anos, muitas taxas, até conseguir levar Adam de Uganda para o Reino Unido, onde mora.


Os pagamentos foram tantos que ela não tem mais economias, o que impossibilitou ao restante de sua família, marido e enteados, também fossem morar com eles. Emilie começou uma vaquinha on-line para conseguir unir a família outra vez que, até o momento, já arrecadou mais de R$ 70 mil.

Emilie, Adam, Josh, Tallie e George sonham em ficar perto outra vez e morar juntos, mas a mãe conta que já não possui mais dinheiro que consiga fazer com que todos se encontrem. Além disso, as crianças, Tallie e George, são sobrinhas de Josh e ainda faltaria oficializar a guarda delas e lidar com toda a papelada da imigração.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Emilie Larter.


Direitos autorais: reprodução Facebook/Emilie Larter.

O trabalho é grande, e mesmo Emilie, que conseguiu oficializar a adoção de Adam, soube recentemente que vai precisar passar por outro processo de adoção, só que agora no Reino Unido. Além de ser um procedimento frustrante, acaba com o dinheiro das famílias que estão na luta para terem seus filhos legalmente sob sua proteção.

Em entrevista à BBC, a mãe contou que voltar para seu país de origem depois de tanto tempo foi “surreal”, já que estava havia tanto tempo tentando, que já nem acreditava que isso ia mais dar certo.

Emilie conta que o maior desafio de Adam tem sido a escola, mas que toda a comunidade tem sido maravilhosa, demonstrando muita paciência com ele e afetividade. Os avós de Adam têm orgulho de dizer que ele é o neto, principalmente agora, que finalmente está perto.


Mesmo assim, a adoção de Emilie não é reconhecida no Reino Unido, mas ela afirma que isso não a preocupa, já que tem consciência de que ele não será tirado dos seus cuidados por isso, poderão ficar juntos para sempre.

Emilie afirma que está dando seu melhor para conseguir unir sua família, mesmo sabendo que o processo não vai ser fácil, assim como não o foi com Adam. Mesmo que demore anos, a jovem afirma que é isso o que precisa fazer para conseguir que todos voltem a conviver. Na página da vaquinha on-line, ela detalha cada um dos gastos que vai ter no processo todo, desde a adoção das crianças por Josh, até os gastos com advogados e taxas de imigração.

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