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Ana Beatriz Nogueira sobre diagnóstico de esclerose múltipla: “Urgência de não perder tempo”

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A atriz, que agora vive a trambiqueira Elenice em “Um lugar ao sol”, explica como a descoberta da esclerose múltipla fez com que a forma como encarava a vida mudasse.

A esclerose múltipla, de acordo com grandes órgãos de saúde, é uma doença inflamatória crônica considerada autoimune. Por razões ambientais ou genéticas, o próprio sistema imunológico começa a agredir a bainha de mielina, uma espécie de proteção que envolve os axônios, que cobrem os neurônios, podendo comprometer as funções do sistema nervoso.

Doença ainda envolta em medos, a maioria dos médicos acredita que um dos principais problemas seja a sua detecção ainda nos estágios iniciais. De acordo com Dráuzio Varella, em sua primeira fase, a esclerose múltipla é muito sutil, apresentando apenas alguns sintomas transitórios, que podem ocorrer a qualquer momento e que duram cerca de uma semana.

O paciente pode passar dois ou três anos apresentando os leves sintomas, como pequenas turvações na visão ou mesmo pequenas alterações no controle da urina, mas não dá muita atenção porque, em alguns dias, eles acabam. Esse é o maior problema, já que quando passa para a segunda fase, corre grande risco de haver sequelas, mesmo com o tratamento indicado.

Assim que evolui, o paciente sente fraqueza, entorpecimento ou formigamento nas pernas ou apenas de um lado do corpo, visão dupla ou perda de visão de forma prolongada, desequilíbrio, tremores e menos controle dos esfíncteres. Os surtos são imprevisíveis e o tratamento consiste em abreviar a fase aguda ou reduzir a intensidade dos surtos. Vale lembrar que a doença não tem cura, mas se feito corretamente, o tratamento pode dar aos pacientes uma vida tranquila e longa.

Enquanto gravava “Caminho das Índias”, em 2009, a atriz Ana Beatriz Nogueira foi diagnosticada com a forma inicial da esclerose múltipla, mesmo assim sem cura. A artista tinha 42 anos e, em entrevista ao jornal O Globo, explica que sentia que estava em uma das melhores fases da sua vida, pois ainda dirigia um show da cantora Zélia Duncan.

A atriz explica que estava em um dos anos mais felizes de sua vida, tanto em âmbito pessoal quanto profissional, e assim que recebeu o diagnóstico, entrou em sofrimento. Hoje Ana Beatriz afirma que grande parte do sentimento era oriundo da falta de informação e que a maioria das pessoas se assustam mais com o nome esclerose, que apenas quer dizer inflamação.

Como é uma doença cognitiva, Ana Beatriz revela que segue o tratamento à risca desde o início, e como é obediente, depois dos surtos iniciais, nunca mais teve nenhum sintoma. Já são 12 anos desde que recebeu o diagnóstico. A atriz explica que vive tão bem, que em muitos momentos chega até mesmo a esquecer a própria condição.

Em mais de uma década convivendo com a doença, Ana Beatriz explica que essa foi a forma encontrada para enxergar a vida de outra maneira. De acordo com ela, a esclerose acabou fazendo com que encarasse sua existência de maneira mais ágil, despertando em si a urgência em não perder tempo algum com bobagens.

Ao mesmo tempo que aproveita o sucesso estrondoso da personagem Elenice de “Um lugar ao sol”, Ana Beatriz não deixa de lado o teatro, uma de suas paixões mais antigas. Em julho de 2020, no meio da pandemia, a atriz criou, no Teatro Petra Gold, o Teatro Já, que passou a exibir de maneira virtual 17 peças e 15 shows, revertendo todo o dinheiro para os artistas da área.

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