Comportamento

Andrea Beltrão aponta que Brasil passou por “decadência” em 2022: “Deu tudo errado”

Foto: Divulgação
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Interpretando a protagonista de um novo filme, a atriz lamentou a situação do país, comandado por Bolsonaro!

As produções audiovisuais, como filmes e novelas, têm o poder de dar abertura indiretas para novas discussões, em paralelo com a realidade. Costumeiramente, as produções iniciam discursos diferentes, conforme cada nicho, mas são extremamente importantes para que o diálogo entre as pessoas seja mais amplo.

Atualmente, o novo filme brasileiro “Ela e Eu”, que conta a história de Bia, uma mulher que acordou após vários anos em coma, é uma dessas produções que acabou virando assunto para os próprios atores. Em entrevista ao Yahoo, Andrea Beltrão, que interpreta Bia, foi questionada sobre como explicaria o contexto do Brasil atual para sua personagem, caso o filme fosse ambientado em 2022 e a atriz não deixou de demonstrar sua insatisfação pela situação do país.

Atualmente comandado pelo presidente Jair Messias Bolsonaro, marcado por violência, discursos preconceituosos e principalmente negligências com a saúde, Andrea diz que explicaria a Bia que deu tudo errado e o país está em decadência. A atriz também falaria, indiretamente aos grupos de extrema direita e apoiadores do presidente, para não confiar nas pessoas que gostam de armas, de bater e que são mais destemidos quando se trata de violência.

Imagem 1 Andrea Beltrao aponta que Brasil passou por decadencia em 2022 Deu tudo errado

Direitos autorais: Reprodução Instagram / @antigonaapeca

Enquanto isso, para a atriz Mariana Lima, que interpreta como a atual esposa do personagem interpretado pelo ator Eduardo Moscovis, a trama seria completamente diferente se fosse reproduzir a realidade atual do Brasil. Ela afirma em entrevista que o filme seria outro se Bia acordasse em 2022, pois seriam outras condições.

Ainda em entrevista ao Yahoo, Andrea Beltrão também foi questionada sobre a inspiração para o filme, dirigido por Gustavo Rosa de Moura. Assim, a atriz esclareceu que a sintonia da equipe foi a parte fundamental para o sucesso da produção. Como ficaram muito tempo trabalhando para que o filme acontecesse, teve várias inspirações durante esse processo: a vivência de cada profissional, um livro, um filme. Segundo ela, cada personagem, quando entra em cena, tem propriedade para contar sua história. Sendo um filme de vários personagens, isso dá muito força para o filme.

Imagem 2 Andrea Beltrao aponta que Brasil passou por decadencia em 2022 Deu tudo errado

Direitos autorais: Reprodução Instagram / @eduardomoscovisrj

Eduardo Moscovis também confirma as falas de Andrea, dizendo ao Yahoo que a convivência que eles tiveram foi preparando o elenco para como seriam as relações na trama. Além disso, toda a equipe era muito respeitosa, onde raramente era preciso pedir silêncio durante as gravações. O ator também conta que a locação foi um achado, localizado na Ilha do Governador, um lugar totalmente diferente do que as pessoas estão acostumadas no Rio de Janeiro.

Filme novo

O “Ela e Eu”, protagonizado pela atriz Andrea Beltrão, é uma história envolvente que conta a vida de uma mulher que acordou de um coma após duas décadas. Na trama, a personagem de Andrea, Bia, é uma mulher de 50 e poucos anos, que passou 20 anos de sua vida reclusa em casa, após alguns problemas no final de sua gravidez. Cuidada pelo ex-marido, a nova esposa dele, a filha e uma amiga, Bia permaneceu no quarto até acordar repentinamente e ter que reaprender a viver e lidar com tudo o que aconteceu.

Dificuldades no cinema nacional

Conforme o Yahoo, com as frequentes quedas no orçamento federal para a cultura, bem como a falta de incentivo das autoridades, Gustavo Rosa de Moura se vê como resistência ao seguir com seus planos para o cinema nacional. Segundo o diretor, apesar das dificuldades, eles seguem resistindo, onde estão lançando este novo filme e fazendo tudo o que podem para mudar a realidade dura que estão passando. Ainda segundo Gustavo, as coisas estão difíceis para todo mundo, não somente para a cultura, mas afirma que precisam resistir nesse período pois vai passar.