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Anitta diz que clima de “briga” no Brasil é culpa de Bolsonaro: “Estimula”

Foto: Instagram
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Em Portugal, a cantora Anitta, 29, voltou a repercutir os acontecimentos políticos do Brasil, antes de subir ao palco do Rock in Rio Lisboa neste domingo (26). Em tom crítico ao presidente Jair Bolsonaro (PL), a artista culpou o mandatário pelo clima de “briga” constante no país.

Ao falar sobre o futuro político do pais, já que o Brasil está em ano eleitoral, a artista disse que sua vontade é de que “as pessoas entendam que é importante a gente saber de política para [poder] comandar o nosso país”.

“[Na atualidade] o clima no nosso país é tudo briga, briga, briga. E acho que isso tem muito a ver com quem está comandando a gente”, disse Anitta, que se recusou a citar nominalmente Bolsonaro.

“Se tem uma pessoa que comanda a gente e só briga e é só autoritário e só fala preconceito, isso estimula as pessoas a serem assim. As eleições estão aí, e espero que venha alguém que traga um clima de ‘vamos nos aceitar’, que pense diferente, mas que se aceitem, que convivam”, disse Anitta.

Recentemente, Anitta concedeu entrevista ao talk show de maior audiência da TV francesa, o “Quotidien”, do canal TF1, e teceu críticas a Jair Bolsonaro. No programa, a funkeira disse não concordar “com muita coisa que esse presidente faz”, por achar que ele “estimula o racismo, o preconceito, tudo de ruim”.

Amazônia

Na coletiva de imprensa, Anitta também foi questionada sobre o que pensa em relação aos artistas que têm usado os palcos para se manifestar politicamente, inclusive sobre questões referentes à Floresta Amazônica, e afirmou que esses posicionamentos são importantes e necessários.

Ao falar especificamente sobre a questão, a famosa disse que é lamentável que essa região esteja abandonada pelo poder público e tenha se tornado “uma terra de ninguém”.

Ainda, a cantora lembrou que, embora a Amazônia seja “o grande tesouro” brasileiro, é preocupante que aqueles que têm coragem de denunciar a criminalidade na área sejam perseguidos ou assassinados, a exemplo do que aconteceu recentemente com o jornalista britânico Dom Phillips e o indigenista brasileiro Bruno Pereira.

“É sempre importante lembrar para quem não sabe, para quem nunca foi no Brasil, a Amazônia é uma grande terra de ninguém, uma grande bagunça. Ninguém vê nada. Precisa de atenção. Quem se expõe a falar, acaba morto ou com a família torturada, acaba tomando [um] cala boca. Se vier me matar, vai ter que aguentar uma assombração”, declarou, ressaltando que a Amazônia “é o grande tesouro do nosso país e as pessoas tratam como nada”. “É inaceitável que esse lugar seja um lugar perigoso de ir visitar”, concluiu.