Ansiedade é o melhor jeito de não estar em lugar algum. De não viver.

07/12/2012 – Ansiedade é ausência

Certa vez uma senhora muito ansiosa tentava abrir uma porta. Havia alguém tocando a campainha já há algum tempo.



Ela, desesperada, já tinha soltado a corrente e a trava giratória, mas não conseguia destrancar.

Ela gritava:

– A chave emperrou, não gira. Ai meu Deus, que desespero! Do outro lado da porta a visita dizia:


– Calma! Tenta girar a chave com jeito. Veja se a senhora está girando certo! – Claro que estou! Eu moro aqui!.

O drama se prolongava e ela se desesperava:

– A chave não funciona, eu estou presa aqui dentro, a minha filha só vai chegar de noite, SOCORRO!.


A mente dela foi inundada pelo “tsunami” de todos os medos, pavores e fantasias de constrangimento por que tinha passado em toda a sua vida, aumentando ainda mais a ansiedade.

Já em lágrimas e com taquicardia, escutou a voz da visita falando em volume alto e em tom calmo:

– Tenta girar a chave no sentido contrário do que a senhora está girando. Ela fez isso.

– Nossa tá girando…ABRIU, ABRIU! Como é que isso foi acontecer, será que eu tô ficando louca?

A isso se seguiu um abraço de alívio.

Às vezes perseguimos um resultado tão obsessivamente que, “cegos”, nos equivocamos e esquecemos do simples, do não-linear, do óbvio, e nos desesperamos quando uma determinada coisa não produz AQUELE resultado que habitualmente vínhamos obtendo.

À noite, a filha dela chegou em casa, ouviu o drama e se desculpou:

– Mãe, eu precisei trocar a fechadura e esqueci de avisar, perdoe-me! Achei que você notaria que a chave mudou.

As coisas mudam e nem sempre percebemos. A ansiedade nos impele a uma velocidade que rouba a nossa percepção.

Ansiedade é anestesia existencial. É o melhor jeito de não estar em lugar algum. De não viVER.

Respeito a si próprio, às próprias limitações, respiração pelo diafragma e calma são os fatores que facilitam o aumento da percepção e ajudam a nos mantermos PRESENTES em cada momento.

Ansiedade resulta em ausência de presença.

*Texto extraído do livro “Somos mais interessantes que imaginamos” – Arly Cravo


Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: 123rf / antonuk

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