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Ansiedade não é falta de confiança em Deus nem medo do futuro!

Muitos de nós desconhecem os motivos. Parem de banalizar a nossa dor!



Coisas que toda pessoa com ansiedade gostaria que você soubesse: os sintomas físicos não são teatrais, são algo real, e eu adoraria que você não banalizasse isso.

Entendam de uma vez por todas:

  • Não é falta de confiança em Deus ou medo do futuro, ou das coisas não darem certo, como planejadas. Pode ser visto como falta de confiança em Deus, mas é algo que ultrapassa os limites da fé. E, muitas vezes, traz culpa, o que nada ajuda, mas sim piora.
  •  Às vezes, não tenho um motivo claro pelo que me preocupo. Nem sempre haverá um evento, uma resposta, algo que seja gatilho para a ansiedade perpetuar. Muitas vezes, desconheço os motivos de tanta ansiedade, o que me deixa ainda mais angustiado.
  • Os sintomas físicos não são teatrais, são reflexo de algo real, e eu adoraria que você não banalizasse isso: taquicardia, dor de cabeça, náuseas, dor de barriga, entre tantos outros.

Há dias em que a ansiedade parece tomar conta. Desde o momento em que abrimos os olhos, pela manhã, sentimos aquele friozinho na barriga e aquela sensação de que algo está prestes a acontecer.

Ficamos o dia todo aflitos, angustiados, agitados e, ao mesmo tempo, paralisados. O trabalho, os estudos, os compromissos: tudo parece não render.

  •  Não diga que irá contar algo ou precisa conversar depois, isso nos mata por dentro. Ficamos arquitetando coisas em pensamento, tentando adivinhar o que pode ser. Repensemos sobre nós mesmos e nossas atitudes quinhentas vezes, se preciso, e isso tudo é desgastante.

É uma luta todos os dias: há dias em que tudo está calmo dentro de nós; noutros há tempestades que não conseguimos cessar.


  • Não me compare com ninguém: “Ah, mas por que fulano passa pela mesma situação, espera a mesma resposta e não fica assim?” Falas como essa nada acrescentam. É só isso mesmo, obrigada.
  • Antes de dormir, nossa cabeça, às vezes, borbulha de ideias, pensamentos, medos e, de repente, como num passe de mágica, o fato de encostar a cabeça no travesseiro para dormir se torna palco para tudo, desde ideias mirabolantes, como repensar em mil coisas que aconteceram no dia.
  • A angústia é tanta que chega a doer o peito, sufoca, faz mal, tira nossa concentração de tudo.

Só sabemos olhar para ela, tentando entender onde tudo isso quer nos levar. E embora as nossas preocupações ou medos não sejam reais, tudo acontece aqui dentro, como se fosse.

  • E, por último, ansioso(a) não é um apelido ou sobrenome. Caso queira ajudar, seja abrigo. Há muita gente sendo tempestade.


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Texto escrito com exclusividade para o site O Segredo. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.




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