Ao amor que acreditei dar certo…

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Você foi o melhor no momento presente que vivi com você. Chegou devagar, aos poucos me conquistou. As perguntas iniciais foram as comuns, de início de conversa.

Mostrou-se interessado em me conhecer logo, até porque nos conhecemos por acaso nesse mundo digital. Como era minha primeira experiência de relacionamento pela internet, aquietei a ansiedade e decidi esperar pelo melhor momento.



O melhor momento é sempre o agora, não é? Naquele dia eu acreditei que fosse o melhor dia. E fui. Ao vê-lo, meu coração disparou de ansiedade. “Meu Deus, e se ele não gostar de mim?”, logo pensei. “Preciso me amar e me aceitar, não é?”. Pensei logo.

E ao vê-lo, fui abraçá-lo, mas senti que foi frio. Talvez fosse timidez, talvez um sinal do futuro. Ignorei e segui adiante.

Conversas, conversas e conversas, como conversamos naquele dia! Parecia que o tempo voava e não queria ir embora. Nossos abraços, nossos beijos ficaram na memória, até o segundo dia que havíamos combinado de nos ver.


A cada conversa, a cada encontro, uma confirmação de que iria dar certo. Nós seríamos o casal mais incrível deste mundo!

Até porque sempre acreditei que tendo reciprocidade e disposição uma relacionamento daria certo. E tudo estava divino e maravilhoso.

Dei um período para nós na minha mente, como se fosse um teste e confesso que no segundo mês, achei que já ia abandonar o barco, mas como toda pessoa bem positiva, dei mais um mês. Porém, porém não mudou muito. Escutei-o, fiz cartinha e lhe dei chocolate, esforcei-me, mas não via um retorno. Ou melhor, uma energia compatível.

Os meses se passaram, e infelizmente nossa sintonia esfriou. Os encontros não existiam mais, os vácuos ficaram presentes, as palavras tornaram-se ásperas.


Então, num sábado de sol, você sumiu. Sem deixar rastro. Sem deixar um adeus. Sem dar uma resposta.

A sensação que tive foi a pior naquele momento. O espaço no coração ficou vazio. A dor foi gigante. Os dias foram muito difíceis sem você.

Hoje há somente empatia no meu peito por você. Sei que teve suas razões para ir embora, assim como também sei que pode ter razões para voltar.

Talvez tenha sido muito rude, para quem era um doce de pessoa com você. Jogo nossas culpas fora e abro espaço para o recomeço. Mas hoje eu deixo o silêncio, que é onde o tempo e as palavras se encaixam.

Talvez o futuro nos reserve algum encontro casual, fora do mundo digital, mas a certeza que fica é que você é amor que acreditei dar certo, na real.


Direitos autorais da imagem de capa: Simon Rae on Unsplash

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