Animais

Ao descobrir que cãozinho seria sacrificado, homem viaja mais de 300km para adotá-lo!

Devolvido várias vezes ao abrigo por famílias diferentes, Royce foi considerado “inadotável” e colocado na fila para ser sacrificado.



Na maioria das culturas, os animais são tratados como se fossem inferiores aos humanos. Podem não ser todos, mas sempre existem aqueles abandonados, maltratados ou mesmo usados como fonte de alimento.

Mesmo nas comunidades ocidentais, os bichos domésticos, que são considerados os mais queridos, também são frequentemente largados pelas ruas.

Talvez por não se comunicar na mesma língua que nós, talvez por não demonstrar dor e sofrimento da forma como esperamos ou porque simplesmente queremos exercer algum tipo de poder sobre outra vida, a grande verdade é que eles não são tratados como iguais ou importantes. Felizmente, existem organizações, voluntários e pessoas dispostas a proteger esses seres vulneráveis.


Na Flórida (Estados Unidos), o pequeno Royce foi encontrado vivendo nas ruas, como um vira-lata abandonado, cheio de ferimentos. Os voluntários do abrigo logo perceberam que ele havia passado por muita coisa, mesmo sendo muito novo.

No abrigo, logo conseguiu ser adotado, mas a família acabou devolvendo-o, algo que ninguém esperava que acontecesse. Segundo relato para o site The Dodo, David Sebba, o atual dono de Royce, acredita que ele era adotado e logo devolvido porque tem uma aparência bonita, mas seu temperamento e energia não agradam a todos.

Devolvido pela primeira vez, uma nova família apareceu no abrigo querendo adotá-lo, mas também não aguentou tanta energia e, sem saber lidar com o peludo, devolveu-o.

Direitos autorais: reprodução/arquivo pessoal.


O tempo foi passando e Royce foi colocado na categoria de “inadotável”, quando a maioria das famílias não se interessam por aquele animal. Um voluntário do abrigo, diante daquela situação, decidiu fazer uma publicação sobre o cãozinho, já que ele corria sério risco de ser sacrificado.

A atitude do voluntário deu certo e a publicação apareceu no feed de David Sebba, que se impressionou com os traços do animal, parecendo que sempre carregava um sorriso natural. Ele sabia que, como o cachorro havia sido devolvido duas vezes, as chances de ganhar um novo lar eram bem baixas, então teve a ideia de adotá-lo.

Direitos autorais: reprodução/arquivo pessoal.

Direitos autorais: reprodução/arquivo pessoal.


A decisão parecia simples, mas David morava em Orlando, enquanto Royce estava em um abrigo em Miami, horas de distância um do outro. Mas os quilômetros não eram empecilho suficiente para atrapalhar aquela nova família que se formava, e ele decidiu dirigir até lá para encontrar e adotar o pequeno rejeitado.

David dirigiu por 320 quilômetros e, no caminho, ficou extremamente preocupado em não chegar antes de Royce ser sacrificado. Mas tudo deu certo, e ele chegou a tempo, podendo conhecer seu novo melhor amigo. O pequeno ficou muito animado em, finalmente, poder sair daquele abrigo, correr na natureza e poder sentir os odores do mundo.

Direitos autorais: reprodução/arquivo pessoal.

A adoção foi oficializada e David colocou o pequeno em seu carro, mas percebeu que Royce ficou extremamente nervoso e ansioso, andando de um lado para o outro. Era impressionante. Como nunca teve um lar efetivamente, parecia que o animalzinho queria saber para onde, afinal, estava sendo levado.


Assim que chegou em casa, a excitação e a felicidade tomaram conta de Royce. David e sua esposa ficaram muito felizes por oferecer uma nova realidade para aquele animal tão indefeso, que, provavelmente, nunca soube realmente o que era o amor.

A vida estava perfeita para aquela nova família, mas o homem percebeu que sua mãe morava sozinha e precisava de uma companhia. Mesmo sendo muito difícil, ele e a mulher tiveram a ideia de deixar o peludo com ela por enquanto, e tem funcionado!

Royce é cheio de energia, recebe muito amor e carinho, além de ser extremamente bajulado em sua nova casa. A mãe de David conta que o que ele mais gosta de fazer é se deitar no sofá, embaixo de uma coberta, com o ar condicionado ligado.


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