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Aos 100 anos, aposenta-se a guarda florestal mais antiga da Califórnia: “Foi incrível fazer parte”

Foto: Reprodução
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A idosa construiu uma história de sucesso. Saiba mais!

Para grande parte das pessoas, a idade ideal para se aposentar não deve ultrapassar os 65 anos. Esforçando-se durante décadas para levar sustento para casa, elas anseiam pelo momento em que trocarão o trabalho pelo descanso e poderão ter tempo para si.

No entanto, alguns fazem questão de trabalhar até quando conseguirem. Para os que enxergam o trabalho como obrigação e oportunidade de aprendizado e diversão, a aposentadoria pode não ser algo tão interessante, pelo menos em curto prazo.

Betty Reid Soskin, uma idosa dos Estados Unidos, tem surpreendido por sua história com o trabalho, que veio à tona recentemente. Uma matéria da People, publicada no dia 1º deste mês, contou que a idosa oficialmente se aposentou do serviço de guarda florestal do estado da Califórnia aos 100 anos.

Ela se tornou centenária em setembro do ano passado, e agora resolveu descansar, deixando para trás a função que cumpriu muito bem. Soskin começou a carreira como guarda florestal aos 85 anos, uma idade que já é surpreendente por si só.

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Direitos autorais: Reprodução Instagram / @nationalparkservice

Ela guiava visitantes por determinados lugares do estado, como o Rosie the Riveter National Historical Park. A decisão de ser guarda florestal veio depois de atuar como consultora do Serviço Nacional de Parques (NPS).

Betty era a única pessoa “de cor” na época e acreditava que sua imagem ajudava a garantir que a história da segregação racial não fosse apagada.

Enquanto conduzia excursões, a guia sempre contava sua história aos turistas, por exemplo, o trabalho de arquivista de um sindicato segregado durante a Segunda Guerra Mundial e seu ativismo político e comunitário pelos direitos civis.

O NPS informou que a decisão de Betty veio depois de ela “compartilhar suas experiências pessoais e os esforços de mulheres de diversas origens que trabalharam na Frente Interna da Segunda Guerra Mundial”.

A aposentada contou que ter trabalhado num lugar que marcou sua vida e de outras pessoas de sua geração influenciará o futuro pelas histórias que protagonizaram. Também ressaltou que o trabalho exercido nos últimos quinze anos trouxe significado para sua vida.

Em seu último expediente no parque, ofereceu um “um programa interpretativo ao público” e passou um tempo com os colegas.

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Direitos autorais: Reprodução Instagram / @nationalparkservice

Conforme Chuck Sams, diretor do NPS, “Betty teve um impacto profundo no Serviço Nacional de Parques e na maneira como realizamos nossa missão”. O diretor disse ainda que é grato pela dedicação da colega ao trabalho, pois os esforços da mulher servem como inspiração para todos, para que possam construir uma história de inclusão em seu país.

“O Serviço Nacional de Parques agradece a Ranger Betty por compartilhar seus pensamentos e relatos em primeira pessoa de maneiras que atravessam gerações”, acrescentou Naomi Torres, superintendente interina do parque.

Nas redes sociais, muitas pessoas aproveitaram a repercussão da notícia para reconhecer o trabalho de Betty, elogiar sua dedicação e agradecer-lhe pela história brilhante que construiu.

“BETTY!!! Obrigado pelo seu serviço. Aproveite a aposentadoria”, comentou a conta oficial de mídia social do Yellowstone Park. “Avise-nos quando você virá nos visitar em Yellowstone!”

“Que presente incrível você deu a todos nós. Obrigado, Ranger Betty”, escreveu um internauta, e outro acrescentou: “Feliz Rainha da Aposentadoria! 💐”.

Ainda que nem todos desejemos trabalhar por tanto tempo, com certeza a história de Betty é inspiradora para nós.

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