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Aos 56 anos, assistente social de BH tem sua primeira filha: “Realizei um sonho”

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Aos 56 anos assistente social de BH tem sua primeira filha Realizei um sonho

A mulher comemorou muito a chegada da primeira filha. Confira!

Ter um filho é um sonho que muitas mulheres carregam desde cedo; para outras, esse desejo é manifestado pelo coração mais tarde, quando já estão com a vida formada. 

Esse é o caso de Andrea de Cássia Almeida, uma assistente social de Minas Gerais. Conforme citado pelo G1, a mineira resolveu viver a maternidade quando já estava mais madura. 

Em 2020, ela procurou uma clínica de Salvador (BA) para iniciar o processo de fertilização in vitro. O tratamento consistiu na fecundação em laboratório de um óvulo doado com o espermatozoide do marido, formando o embrião, que depois foi transferido para o útero de Andrea.

Para ela, era muito importante esperar “a pessoa certa” para ser mãe, bem como o momento ideal. A assistente social contou que está vivendo o período “mais interessante” de sua vida, e que está sendo bom viver isso ao lado da família. 

De acordo com o médico de Andrea, Hemmerson Magioni, a partir da décima segunda semana de gestação, ela não precisou de reposição de hormônio para levar a gravidez adiante, com a sua placenta realizando todo o trabalho; o sonho se realizou no último dia 16, quando Beatriz chegou ao mundo, em uma maternidade da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Andrea disse que a chegada da filha representa a realização do sonho de uma vida. Ainda se recuperando da cirurgia e evitando se levantar, respeitando o resguardo, a mulher garantiu que está tudo ótimo.

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Direitos autorais: Arquivo Pessoal

Hemmerson, que pontuou que uma gravidez após os 50 anos é algo raro para as mulheres, especialmente Andrea, que já havia entrado na menopausa, emocionou-se ao ver a paciente realizando o sonho de ser mãe. 

Ele disse ainda que é emocionante ver todas as transformações que os corpos das mulheres apresentam para gerar uma nova vida, e garantiu que a paciente recebeu todos os cuidados preventivos para que sua gestação fosse saudável.

Ainda segundo o médico, todos estão felizes porque esse caso serve de inspiração para várias mulheres com mais de 40 anos que também querem se abrir à maternidade. 

E ao que tudo indica, a “fábrica” continuará funcionando. Atestando que a primeira gestação foi “extremamente tranquila”, inclusive sem enjoos, a assistente social, mesmo em resguardo, já está pensando em dar um irmão para a filha mais velha. 

Andrea mantém um embrião congelado para a segunda gravidez, e destaca a capacidade da medicina de ajudar pessoas como ela a realizarem os seus sonhos.

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Adiamento da maternidade

Embora seja incentivado que as mulheres tenham filhos mais jovens, as brasileiras parecem estar esperando mais para serem mães, é isso o que indica um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgado pela CNNno ano passado.

De acordo com dados da pesquisa, na última década, o aumento da maternidade dos 35 aos 39 anos foi de 63%, enquanto até 19 anos caiu 23% no mesmo período. 

A pandemia de covid-19 é um dos fatores da postergação dos planos da gravidez. A ginecologista Fernanda Valente, entrevistada pelo portal de notícias, explicou que o interesse pelo congelamento de óvulos tem crescido entre as mulheres que querem ser mães mais para a frente. No entanto, é importante destacar que não se trata de um procedimento barato, pois pode chegar a R$ 20 mil, além do custo de manutenção, em torno de R$ 1.400 por ano.

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