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Aos 95 anos, idosa vence depressão e conclui pós-graduação em direito

Lindaura Cavalcanti é uma senhora pernambucana que está chamado a atenção por uma grande conquista, aos 95 anos, concluiu sua pós-graduação, superando todas as dificuldades em seu caminho e provando que nunca é tarde demais para a concretização de nossos objetivos.

A senhora pernambucana sempre foi muito dedicada aos estudos. Aos 4 anos, aprendeu a ler e a escrever e fez faculdade de Farmácia na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), embora sempre tenha tido o sonho de ser advogada.


Depois do casamento, teve menos tempo para dedicar aos estudos, já que era responsável por uma grande família: seis filhos, onze netos e seis bisnetos. A situação ficou ainda mais complicada quando Lindaura perdeu o marido e desenvolveu depressão. O sonho de ser advogada parecia estar distante demais para ser alcançado, mas Lindaura não desistiu e surpreendeu todos ao concluir o curso de pós-graduação em direito processual na Sociedade Pernambucana de Cultura e Ensino.

“Meu pai era farmacêutico e meu irmão mais velho fez direito. Eu fiquei pensando desde criança em fazer direito. Hoje me sinto satisfeita, sinto-me feliz”, disse a senhora.

Lindaura é uma aluna muito dedicada e sempre foi muito admirada pelos professores por seu esforço e perseverança. Fazia todos os trabalhos à mão, por não saber mexer muito bem com computadores, e mesmo com as complicações de saúde decorrentes da idade, como um problema de audição, não a impediram de seguir firme na faculdade.

A professora Alexa Soares destaca a dedicação de Lindaura em encontrar os materiais de estudo:


“Ela mesmo buscava junto aos professores e os professores se disponibilizavam a ajudá-la de toda forma, porque não é todo dia que temos um aluno interessado”, contou.

A senhora ia para o centro da cidade de ônibus com a ajuda de uma cuidadora de idosos e mesmo com todo o cansaço estava sempre presente nas aulas.

Lindaura é um grande exemplo também para os colegas de classe, que a veem como uma inspiração:

“Para nossa turma, ela é sinônimo de perseverança. É um exemplo a ser seguido. É um exemplo desse que o país precisa”, diz Renato Miranda, e José Melquiades, complementa acrescentando o exemplo que ela dá para as pessoas mais jovens:


“Esses jovens acomodados que acham que o estudo é a coisa mais difícil do mundo”, conclui.






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