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Apaixonar-se é brincar de amar!

Quando encontramos uma pessoa especial, é como se algo mágico acontecesse dentro de nós! São tantos sentimentos misturados que o nosso corpo quase entra em “ebulição”. É tudo tão intenso e maravilhoso que passamos a acreditar que será assim para sempre e que não seremos capazes de sentir esse desejo tão avassalador por outra pessoa.


A paixão traz uma vitalidade, uma sensação tão boa, que nosso coração parece que vai explodir. Ah, a paixão!

O tempo passa e o relacionamento segue seu curso natural, passamos a apreciar as qualidades do parceiro e a descobrir seus defeitos, tendemos a ampliar as coisas que nos agrada e preferimos ignorar os problemas, já que, muitas vezes, projetamos nossas expectativas na outra pessoa que nem se quer percebe que está sendo idealizada de forma tão adversa. A vontade de estar perto é enorme, queremos que dê certo, dessa vez, tem que dar!

A felicidade no amor é quase uma obrigação, porque quando não dá certo, acreditamos ser o problema, pensamos que não somos bons o suficiente ou que deixamos de ser atraentes.

Esse medo de fracassar pesa e se torna nosso inimigo oculto, pois nos forçamos a ser, exatamente, como achamos que o nosso parceiro deseja. Portanto, tentamos nos moldar, perfeitamente, conforme suas necessidades e expectativas: concordamos com tudo, rimos de tudo e chegamos a acreditar que somos realmente parecidos.

Assim sendo, algumas pessoas se perdem tentando achar o par ideal e esse jogo, inconsciente, é extremamente perigoso e traiçoeiro! Vamos abrindo mão dos nossos sonhos, das nossas opiniões, dos nossos amigos e passamos a nos confundir com o outro, na verdade, passamos a viver a vida em função da outra pessoa.


Logo, a felicidade que buscávamos não parece tão bonita, passar o tempo juntos não faz o coração explodir dentro do peito como antes, não nos sentimos completos nem realizados, parece que está faltando alguma coisa. As qualidades que projetamos não correspondem às atitudes que observamos, mas não conseguimos entender onde foi que erramos, já que tudo parecia tão perfeito. Ah, a paixão!

Desta forma, devemos compreender que a paixão tem seu tempo, não durará eternamente; talvez ela amadureça e se consolide ou pode ser que seu fogo acabe por desvanecer.

Seja como for, o importante é saber viver as coisas maravilhosas que a paixão nos oferece, sem medo ou obrigações.

Precisamos preservar a nossa essência, valorizar nossos ideais e sermos bem resolvidos, porque apenas quando aprendermos a nos amar e a apreciar a nossa própria companhia seremos capazes de mostrar, espontaneamente, a pessoa incrível que de fato nós somos com as nossas qualidades e os nossos defeitos reais.


A paixão não segue uma receita, não tem garantias ou promessas, ela é um sentimento que nos “toma de assalto” e nos faz vibrar!

Não podemos permitir que a carência ou o medo nos tire o brilho dos olhos e esse encantamento quase lúdico, pois estar apaixonado nada mais é do que “brincar de amar”, isso nos traz muito aprendizado e nos torna cada vez melhores nessa arte, só assim estaremos prontos para o amor verdadeiro.

Cada um de nós é um ser único e nossas particularidades nos tornam irresistivelmente interessantes. Deixe que desvendem seus mistérios, somos um livro cheio de capítulos apaixonantes e todas as histórias que protagonizarmos ocorrerão de forma perfeita, para alçarmos um final feliz.

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Direitos autorais da imagem de capa: hegermati / 123RF Imagens





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