Família

Após 4 anos de espera, pai solteiro consegue concluir adoção: “Estou feliz e realizado”

1 capa Apos 4 anos de espera pai solteiro consegue concluir adocao Estou feliz e realizado

A decisão judicial fez com que Wellington se tornasse o primeiro servidor solteiro adotante, pondo fim a um longo período de espera. A criança é uma bebê de 3 meses.



Dentre os mais variados processos de construção familiar, existe a adoção, que possibilita a pessoas com ou sem filhos levar para dentro de seus lares crianças e adolescentes. Normalmente, esses menores de idade estão em abrigos porque seus responsáveis biológicos tiveram algum problema no momento de estabelecer rotinas, fazendo com que o melhor caminho se tornasse a possível convivência com outros adultos responsáveis.

Para alguns, a espera pode ser longa; para outros, nem tanto. No Brasil, as crianças de até 3 anos são as mais procuradas, enquanto os adolescentes constituem a parcela menos adotada. A explicação pode estar em razões históricas, sociais ou mesmo familiares: a maioria dos pais deseja que a criança cresça e se desenvolva em seu novo lar, colecionando memórias com aquela nova dinâmica.

Depois de quatro anos na fila da adoção, Wellington Corrêa, de 46 anos, conseguiu a guarda provisória de uma bebê de 3 meses, segundo o G1. O servidor público se tornou, de acordo com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o primeiro da sua área a ser adotante solteiro.


Além do direito de adotar mesmo sem uma companheira ou companheiro, ele ainda conseguiu a licença-paternidade para ficar mais tempo ao lado da filha nesse período de adaptação. O direito é garantido pela Constituição Federal, e o Supremo Tribunal Federal (STF) estipula que o prazo de licença para os adotantes não seja inferior ao da licença que as gestantes recebem.

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Direitos autorais: reprodução/arquivo pessoal.

O STF também defende que filhos biológicos e adotivos são iguais, e ainda explica que não deve existir distinção entre mãe ou pai adotantes. De acordo com Wellington, depois que a Justiça decidiu a favor da adoção, tudo se desenrolou muito rapidamente, chegando até a pedir apoio de amigos e familiares para conseguir ajustar tudo na mesma velocidade.

O pai solteiro explica que pediu dois dias ao juiz para se organizar, comprar todos os itens de que a criança precisaria, correndo contra o tempo para montar um enxoval em apenas 48h. Ele conta que amigas e mães lhe deram valiosas dicas, já que não tinha a mínima noção do que comprar nessa primeira vez.


Mesmo com a vida mudando completamente em questão de dias, Wellington explica que o cansaço que sente é prazeroso e que está completamente feliz e realizado. A pequena se chama Ana, e como ainda estão em processo de adoção, ele não pode compartilhar imagens dela nas redes sociais ou em portais de notícias. Pelos próximos seis meses, eles vão continuar em adoção provisória, mas todos esperam que a adaptação seja um sucesso.

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O pai conta que sempre soube que um dia adotaria uma criança, e que passou os últimos anos se preparando e esperando até conseguir encontrar Ana. Quando tinha cerca de 20 anos, já se imaginava sendo pai adotivo, mas como não tinha estrutura emocional e/ou financeira para levar a ideia adiante, foi amadurecendo seus planos até o momento atual.

O momento em que se sentiu verdadeiramente apto aconteceu há cinco anos, quando acessou o site do TJMT e enviou toda a sua documentação para habilitação. Na Associação Mato-Grossense de Pesquisa e Apoio à Adoção (Ampara), ele passou a receber cursos sobre adoção, criação e outras diversas coisas necessárias para alcançar o máximo de conforto e bem-estar para ambos os lados.


Wellington queria uma criança de até 5 anos, e ficou surpreso quando a ligação era para falar de uma criança tão pequena quanto Ana, mas ele revela que assim que a viu, sentiu algo inexplicável, como se finalmente fosse sua hora.

Segundo o servidor, agora serão seis meses de convivência e, no fim desse processo, ele deverá ajuizar a ação para conseguir a guarda definitiva. Ana já faz parte do plano de saúde do pai e está recebendo acompanhamento com pediatra.

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“A adoção é prazerosa. O processo é difícil, mas o interessante é esse desafio que enfrentamos. As pessoas deveriam conhecer mais sobre, se animar mais, pois há muitas crianças precisando de apoio e há muitos lares que podem recebê-las”, ressaltou.


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