Comportamento

Após erro em fertilização in vitro, casal descobre que deu à luz bebê de outra família

O caso aconteceu na Rússia. A mãe conta que descobriu que tinha dado à luz bebê “errado” após exames de sangue.



A fertilização in vitro (FIV) é um tratamento de reprodução humana assistida, em que a produção de ovários da mulher é estimulada para que existam mais chances de ela engravidar.

Esses óvulos são coletados e fertilizados pelos espermatozoides em laboratório e posteriormente transferidos para o útero da mulher novamente.

É a técnica a que recorreu Olga Alyokhina, de 33 anos, na clínica de sua cidade, Cheliabinsk, na Rússia. De acordo com o jornal The Sun, pouco tempo depois de dar à luz, a mãe descobriu que o bebê era de outro casal, e não seu filho. A descoberta de que o feto não era biologicamente seu veio depois de um exame que identificou seu tipo sanguíneo.


Como Olga tem sangue tipo B e seu marido O, perceberam que a combinação era impossível, já que a criança tem sangue tipo A. Tudo aconteceu em 2018, e a mãe explica que até hoje não faz ideia do que aconteceu com o biomaterial que ela e o marido deixaram na empresa.

Eles continuam criando o menino, que se chama Denis, e a mulher acredita que outro casal deu à luz seu filho, provavelmente depois de uma confusão feita pelo Centro Perinatal de Cheliabinsk.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Olga Alyokhina.

A mãe ainda explica que, no mesmo dia em que visitou o centro para retirar seus óvulos, dividiu a sala com outra mulher, que acredita ser a pessoa que acabou recebendo seus embriões. A mesma quantidade de óvulos foi retirada das duas, e elas ainda se encontraram mais uma vez durante o processo de inseminação, dividindo a mesma ala, mas nunca mais se viram.


Como Olga não teve ajuda da clínica, espera que as entrevistas à imprensa possam ajudar a encontrar a possível mãe biológica de Denis. A família recebeu mais de R$ 1 milhão de indenização, mas nenhum pedido de desculpas formal.

A paciente revela que, assim que soube, sua vida virou de cabeça para baixo, ficando em profundo estado de choque e pânico, sem poder contar às pessoas o que de fato estava acontecendo. Quando Denis completou três meses, exames de sangue e DNA confirmaram que ele não era filho biológico do casal, e o hospital sugeriu deixar a criança em um orfanato.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Olga Alyokhina.

Olga explica que essa sugestão os deixou ainda mais chateados, já que o filho não é um pedaço de “pão velho em uma padaria” que ela não quer comprar. Ela aceitou a criança e a quer sempre junto.


O casal, que tem uma filha de 7 anos, afirma que gostaria de dividir a guarda do outro filho biológico com a família que o acolheu, caso seja encontrada. Em hipótese alguma eles consideram trocar as crianças, mas isso não significa que não sintam vontade de ficar perto do outro filho.

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