Comportamento

Após mãe perder o emprego, criança decide vender seus brinquedos para ter comida em casa

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Uma história comoveu e indignou internautas dos quatro cantos do mundo.

A história do jovem Alexis e sua mãe Yisell Ortiz Vega recebeu repercussão pela particularidade de seu caso.

O olhar que as crianças lançam ao mundo são prenhes de uma puerilidade que nos falta. Em meio às adversidades, por vezes, não nos resta senão sucumbir. No entanto, a partir da percepção de uma criança, as coisas ganham contornos, caminhos e saídas que nos impressionam sobremaneira.

Yisell Vega perdeu o emprego em um shopping center de Tijuana (México), onde a família vive, em consequência das medidas tomadas para conter o avanço do novo coronavírus, então o jovem Alexis encontrou uma solução inesperada para o problema.

Ao notar que estava faltando comida em casa, Alexis reuniu seus brinquedos, bem como os de sua irmã, e os expôs na frente de casa, junto a um bilhete pregado no portão escrito: “Estou trocando brinquedos por comida. Queremos ajudar minha mãe”.

A doçura da criança frente a uma situação tão estarrecedora logo chamou a atenção. Foi só um transeunte postar uma fotografia da situação em suas redes sociais para o episódio viralizar. Na fotografia, a modesta residência toda enfeitada pelas cores dos brinquedos ilustra a triste natureza do empreendimento.

Procurado pelos principais portais de notícias do México, pela repercussão do caso, o menino contou estar também preocupado com a condição de seus avós. Segundo ele, o avô já não enxergava mais e estava com uma importante cirurgia agendada que, no entanto, teve de ser cancelada pela emergência da pandemia.

Conforme indicam os portais, centenas de pessoas se deslocaram até a casa para realizar as trocas a fim de ajudá-lo, também em um gesto simbólico.

O caso fez com que autoridades e profissionais da área da economia e administração pública se pronunciassem. De acordo com eles, a situação que a pandemia trouxe afetou diversas famílias, lançando não só o menino e sua mãe, como também grande parte da população da cidade em situação análoga. Ampliou-se, nesse período, o número de pessoas subempregadas, como exemplo, os vendedores ambulantes que, em todo o país, passaram a vender máscaras, desinfetantes e produtos semelhantes.

Apesar de ativar nas pessoas a solidariedade, o caso teve um desdobramento infeliz. Nos meses seguintes ao do episódio, a mãe de Alexis, Yisell Ortiz Vega, teve seu celular furtado por uma das pessoas que supostamente estariam ali para conhecê-los e ajudá-los.

Alguns jornais vinculam isso justamente à repercussão que o caso recebeu, atraindo até as pessoas menos bem-intencionadas. Yisell Ortiz Vega contou que um homem, que a princípio lhe ofereceu ajuda, pegou seu telefone. Para ela, o homem que se apresentou como engenheiro disse que veio para ajudá-los e gostaria de um celular emprestado para enviar a um colega a localização da residência. O suposto engenheiro fugiu imediatamente com o aparelho.

O caso, infelizmente, demonstrou as duas faces de uma repercussão em nível nacional. Em um primeiro momento, as pessoas se sensibilizaram com o absurdo da situação, mas também com a ingenuidade da criança, o que os levou a divulgar e fazer com que chegasse ao maior número possível de pessoas a graciosidade e o disparate do caso.

Em contrapartida, a mesma repercussão que serviu aos fins mais nobres lançou a família numa vulnerabilidade que uma exposição dessa escala oferece. Chegando a tanta gente, chega-se também a todo o tipo de pessoa, o que expõe certamente a riscos.

É comovente a saída que o jovem Alexis encontrou para os imperativos de uma realidade brutal mas, acima de tudo, devemos nos revoltar com situações que inserem crianças em cenários que jamais devem ser vivenciados por elas.

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