ColunistasReflexão

Aprecie sua presença no mundo!

Aprecie sua existência!



Era manhã de uma terça-feira qualquer, dia meio acinzentado, eu estava no hospital aguardando ser atendida por um médico pelo qual havia marcado. Com meu fone de ouvido, atenta às músicas e não ao tempo de espera, curti aquele instante pacientemente.

Ao meu redor encontravam-se várias pessoas “carrancudas”, a não ser pela radiante senhora que se sentou ao meu lado com um sorriso de derramar vida.

Eu, educadamente, também correspondi a mesma com um sorriso do mesmo tamanho. Então, ela começou a conversar e eu, imediatamente, abandonei meu lado musical e minha introspecção apenas para poder escutá-la. Afinal, quem era aquela senhora tão entusiasmada em meio às tantas caras de chateações e tristezas que nos cercavam? Pois ela era como um sol que brilhava diante daquele dia cinza que parecia estar dentro do hospital e não do lado de fora.


Eram precisamente oito horas da manhã e a empolgante senhora de cabelos brancos disse-me achando graça da situação e de si mesma: “Acabei de saber que só serei atendida às 16 horas da tarde. Não poderei voltar para casa pois moro longe. Não tem problema, só assim terei tempo de comer aquele cuscuz recheado bem gostoso que vendem aqui na lanchonete.” E mais risadas foram liberadas! Depois de um tempo e de muitos sorrisos de graça perguntei se a mesma sempre fora assim. E ela confirmou empolgada que sim!

Com mais curiosidade, quis saber sua idade e a incrível senhorinha já apresentava 80 anos de idade! Porém, com um vigor físico e mental de impressionar as “vítimas de plantão” que já falavam em silêncio ao nosso redor, através de suas faces queixosas e de autoflagelo.

Que lição grandiosa para um dia meio frio e lívido, onde a vontade maior era de estar em casa e ficar comigo mesma, aquecendo-me com o agasalho da introversão. Entretanto, a positividade daquela mulher irradiou com o calor da vida sobre mim. Sua energia contagiante me invadiu e certamente minhas moléculas atômicas vibraram com tamanha alegria.

Refletindo aquele instante, questionei-me: o que seria da minha vida sem o meu espírito? Certamente, não seria nada. Seria simplesmente uma vida sem vida. É o mesmo que viver numa sociedade robotizada e acomodada do sentir.


Atualmente, vejo muitos com sensação de espírito encarcerado, odiando e condenando a própria matéria. É um mundo de mentes confusas e insatisfeitas, onde a negatividade é a amiga mais condizente com a situação de caos interior. E assim, exaltando uma vida limitante, sem sentido e sem propósito algum.

Viver por viver não é vida, é morte antecipada!

Olhe, por favor, para si mesmo e aprecie sua presença no mundo. Ela é extremamente valorosa! Nem que seja um simples sorriso que vem de dentro e sem esforço algum é facilmente sentida por aqueles que o recebe. Deixe sua alma e seu coração livres! Seja, acima de tudo, inteiro e conecte-se com a magnitude de seu ser: corpo, mente, coração e espírito!

Agora responda para si mesmo: qual energia você tem emanado ao universo?


Lembre-se: somos o que sentimos! Se você sente raiva, atrairá raivosos… se sente ansiedade, atrairá ansiosos… se é negativo, atrairá negativos. Então, se sua vida não vai bem, ninguém tem culpa a não ser você mesmo! Está na hora de sincronizar as emoções da sua mente com as emoções de seu coração.

Pois, o mesmo está cansado de tanto descarrego sofrível sem precisão.

E assim, elevando-se espiritualmente, obtendo paz eterna consigo mesmo e abençoando com prazer cada minuto que respira. Pois como já dizia o título gritante do livro de Clarice Lispector, há apenas “Um sopro de vida”.

Então… VIVA… VIVA… VIVA!


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Direitos autorais da imagem de capa: loganban / 123RF Imagens

A amizade verdadeira e amor puro podem ser escassos, mas existem sim!

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