Aprendemos a amar coisas que não amávamos, depois que começamos a viajar…

Todo princípio só tem início depois de um final e todo final é feito de lembranças. Durante as jornadas há sempre aplausos e risos, choros e tentativas de conserto de várias coisas.

Nós somos feitos do que amamos e para os outros do que deixamos a eles de nós. E depois de uma viagem, muitas vezes, nós não nos apaixonamos pelo nosso destino, mas por quem nos tornamos durante a jornada.

Sair da zona de conforto não é simplesmente fazer algo diferente ou estar em algum lugar que nunca se esteve antes, mas assumir riscos que, num passado, não pensaríamos em assumir.  As coisas só acontecem, justamente, depois que saímos da zona de conforto.

Você encara a responsabilidade de ver o mundo de outra forma e encara o mérito de ter responsabilidades. Você se torna mestre do seu destino e, durante muitos caminhos, você percebe que nunca foi protagonista de lugar nenhum, mas apenas de sua própria estrada. Você é coadjuvante do mundo e o responsável por seus passos.

Então, você aprende a ver cores que antes não dava importância. Você enxerga detalhes que antes pareciam despercebidos e tem conversas com desconhecidos que jamais imaginaria ter.

Você enxerga luz onde poderia não existir, mas compreende que onde há sombra há sempre luz que as projeta.

Você ama seus calos, suas formas, suas mudanças, e se olhar no espelho, todos os dias, e perceber a história através dos seus olhos é algo que você aprende a viciar. Você percebe que quando mais trilhou, mais se tornou um ser único. E quanto mais trilhou mais perdeu e ganhou amigos, mas hoje não há importância com quem não seguiu com você. Você simplesmente deixou ir com a alegria que nunca mais volte (voltem), porque a cada passo você aprendeu a amar o novo e o seguro.

E o mais importante: quanto mais você trilhou, mais você aprendeu que a segurança existe por você mesmo e não há motivo para ter medo com as ameaças, porque enquanto você tiver a si mesmo, você terá tudo. 

Por isso eu digo para todos viajarem ao menos uma vez na vida SOZINHOS. O mundo se abre para quem recebe a si mesmo. O mundo a todo momento está nos mostrando que somos passageiros, devemos orientar a quem está ao nosso lado, e vamos seguir, muitas vezes, por longas jornadas com alguém mais próximo, mas, enquanto não tiver ninguém por perto, está TUDO BEM, está tudo bem mesmo. Porque, talvez, nesta hora é o momento que o lugar e as coisas pertençam somente a você. É seu momento para seguir.

Viajar é realmente expandir seus horizontes. É sentir a alma de outra forma, como se estivesse em outra dimensão.

É a oportunidade de uma conexão maior, de sair da bolha e perceber mais do que tudo como nossa essência se ilumina e resplandece pela essência dos outros e dos lugares.

Dizem que os viajantes se assemelham às ondas do mar: sempre vão e voltam e são parte da imensidão; sempre batem nas rochas e pontos fortes… eles são seguros em enfrentar os obstáculos. Eles são espíritos livres, o mundo os teme por eles conhecerem sua essência, antes que a sociedade dissesse quem são. São seres únicos e os responsáveis pelas descobertas e belezas deste mundo. Eles nos mostram a todo momento quão grande é o mundo para viver em um só lugar e quão grande são as oportunidades de nos conhecermos melhor, assim que conhecemos as diferenças.

Viajantes são como mensageiros da natureza, são como quebras dos padrões das sociedades, são o respiro que o mundo precisa e a atual demonstração de não ter medo de seguir, de não temer viver intensidade! Porque é isso que a vida é: viver e viver é muito mais do que felicidade, são mais experiências para evoluir a mente!

Busque experiências, pois são elas que o conectam com sua real força interior.

_________

Direitos autorais da imagem de capa: maridav / 123RF Imagens



Deixe seu comentário