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Aprendendo a meditar: quinze minutos diários só com você

Quando ouvimos a palavra meditar, logo nos vem à mente alguém sentado, em posição de lótus, e de olhos fechados. Mas, meditar é estar presente e, com o passar do tempo, isso também é possível de olhos abertos.

Então, porque fechamos os olhos? Porque é mais fácil. Os olhos, assim como os nossos outros sentidos, são portas para o mundo exterior. As imagens e os sons capturam a nossa atenção e nos distraem, então para iniciar a prática da meditação fechar os olhos e estar em um ambiente silencioso ajuda.


Escolha um cantinho da casa e sente-se em silêncio, todos os dias, durante quinze minutos. Pode ser ao acordar, antes de dormir ou em qualquer momento do dia em que você possa tirar esse tempo só para você. Peça para não ser interrompido e coloque o celular no mudo. Lembre-se: são quinze minutos só seus.

Se a posição de lótus for desconfortável, sente-se numa cadeira, com os pés apoiados no chão, as costas eretas e as mãos sob as pernas, com as palmas para cima.

A qualidade da sua meditação não depende da postura e sim da sua presença. Sente-se e relaxe.

Tome três respirações bem profundas e, depois, deixe que ela retorne ao seu ritmo natural. Não há absolutamente nada a fazer, além de estar presente.


Na meditação não existe certo ou errado e não há necessidade de mudar nada. Apenas sinta seu corpo, sua respiração e perceba o que chega até você através dos seus cinco sentidos. Talvez haja barulho na rua. Tudo faz parte e está incluído. Você simplesmente observa em silêncio.

Pode ser que o corpo apresente tensões, esteja inquieto, pesado e queira se movimentar. Mova-se lentamente, observando cada movimento, até que o corpo se sinta acomodado. Seja paciente. É algo novo. Você está se reencontrando com você mesmo.

Talvez a mente esteja muito ativa. Observe. Ela é como uma pipa. Se soltamos a linha, dando atenção e alimentando os pensamentos, ela voa alto e longe; se recolhemos a linha, ela volta para as nossas mãos. Leve toda a sua atenção para a respiração. Esse é o caminho para trazê-la de volta para o aqui e agora.


Estando alerta à inspiração e à expiração, lentamente, a mente vai se rendendo a esse ritmo e relaxa, como relaxamos com o vai e vem das ondas do mar e com o balanço da rede. Os pensamentos desaceleram, perdem força e as emoções se aquietam.

Depois de algumas semanas você pode aumentar o tempo de quinze minutos de meditação para meia hora e assim gradativamente até chegar a uma hora por dia.

Você vai descobrir qual o melhor horário para estar com você mesmo. A prática diária requer disciplina e ela vai tornar esse mergulho interior, cada vez mais fácil e prazeroso.

Importante: não seja duro consigo mesmo. Há dias em que é mais fácil e há dias que parece impossível sentar em silêncio. É normal. Continue praticando.

Repouse no seu centro e delicie-se com a sua presença. Os benefícios serão vistos e sentidos naturalmente no seu dia a dia, no seu jeito de ser, na forma de se expressar e de amar. Prepare-se para se apaixonar por você.

Com o tempo, o silêncio e o néctar estarão em todos os lugares e você perceberá, até de olhos abertos. Boa meditação!


Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: julief514 / 123RF Imagens





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