Comportamento

Aprendendo a finalizar coisas inacabadas

Sabe aquelas situações que se arrastam há um tempo? Sabe aquela dificuldade de terminar um relacionamento? Mudar de emprego? Ou mesmo resolver uma questão embaraçosa, que nunca termina? Pois bem, esses são apenas alguns exemplos de situações que nos mantém presos e muitas vezes, sem a menor perspectiva de mudança.



Obviamente que a primeira coisa a fazer é compreender o porquê de nós atrairmos essas situações, ou seja, saber que existe um propósito para isto acontecer. Então, primeiramente, a dica para reconhecer este propósito é ter calma. Fazer algo para se desligar totalmente desta realidade conflitante, também ajuda muito. Parar de pensar só neste assunto. No início, o ideal é não agir. Depois, refletir com paciência e planejar qual a melhor forma de sair disto. O ideal é fazer tudo de caso pensado, para não agir de forma inconsequente.

Muito bem, inicialmente planejamos com calma, mas e depois? Como sair da situação? Como resolver? Como agir?

Indo mais longe nesta ideia de pensar bem, podemos dizer que o fato de nos manter presos a algo é errar e continuar errando. Muitas vezes, nós percebemos que cometemos um grande erro e procuramos não errar mais. No entanto, quando outra situação parecida se apresenta, acabamos sucumbindo e errando novamente. Em outros momentos já começamos errando e nem notamos. E geralmente fizemos isto em benefício de alguém, e prejudicando a si próprio, assumindo uma responsabilidade que não é nossa.


Todas as vezes que fizemos algo de errado para alguém ou para nós mesmos, deixamos de ser íntegros e de ter uma conduta reta. Parece algo simples, só que não é. Hoje em dia, as pessoas confundem o que é certo e errado. Outro dia, num curso, meu colega perguntou para a turma: se nós fôssemos num supermercado e fizéssemos uma compra considerável, mas no meio da compra abríssemos uma bala e não avisássemos no caixa para pagar, este ato é considerado roubo ou não? Alguns responderam que sim, outros já pensaram: “ah, mas a compra é grande, vou gastar muito, então não tem problema de comer uma bala e não avisar.” Agora, pense: o que você acha disto? Acha que é roubo ou não?

Caso tenha pensado que não tem problema nenhum pegar uma bala, repense seu modo de agir. É claro que é roubo. Como é que uma pessoa pode entrar num local, pegar algo que não é seu e não avisar, não se responsabilizar pelo seu ato? Às vezes, tem coisas que parecem inocentes, mas que na realidade mostram a falta de uma conduta reta e íntegra que alguns indivíduos têm. E o pior ainda de tudo isto, é “tapar o furo” de alguém. Você vê o seu filho fazendo isto, por exemplo, e age por ele. Você se responsabiliza por ele ter roubado uma bala. Nem percebemos que neste caso, são dois erros cometidos: do filho e da mãe ou do pai. Os pais precisam ensinar o seu filho a se responsabilizar pelo seu ato, e não agir por ele.

E como fizemos isto! Como erramos para ajudar, quando na verdade, estamos é prejudicando a outra pessoa, e principalmente a nós mesmos. Não temos coragem de nos impor, de dizer não e de mantermos a integridade do nosso ato, para facilitar a vida de alguém. Aí eu pergunto: não seria mais fácil se ensinássemos o caminho?

Acho que ensinar; dar o exemplo e agir pensando nos benefícios destes atos pode ser um grande passo para aprendermos a finalizar com coisas inacabadas. Talvez este seja o nosso maior aprendizado: reconhecer que erramos; admitir sem culpar o outro e mudar o pensamento.


Costumo dizer para as pessoas no consultório que todos os atos podem ser medidos numa balança: se o peso pender mais para o nosso lado, a decisão está equivocada; se pender para o lado das pessoas, também não está em equilíbrio. O ideal é que ela fique com o peso distribuído igualmente nos dois lados. Quando isto acontecer, esta é a melhor decisão a ser tomada. Onde ninguém sairá prejudicado. Então, comece a pesar melhor suas atitudes e perceba se está tendo uma conduta adequada para não se envolver em situações embaraçosas. E mais, pese sempre: quem está ganhando e quem está perdendo com tudo isto?

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