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Aprendi com a vida que a resistência está dentro da gente e quando nos libertamos, não há o que nos faça desistir!

APRENDI COM A VIDA QUE A RESISTÊNCIA capa e dentro

Não foram trinta e seis dias, seis semanas ou três meses. Foram trezentos e sessenta e seis dias. Um ano, para ser mais exato. Bissexto, um dia a mais para haver outras grandes emoções. Existiram dias péssimos, dias razoáveis e dias ótimos. Algumas vezes acordei com um sorriso enorme quase pulando da cama, querendo sair para curtir e levar todo mundo comigo. Outras não quis tocar os pés no chão e de preferência, passar o dia todo deitado.



Conheci muitas pessoas que, entre trocas de palavras, senti a necessidade de agarrar para mim, mas de cem por cento, metade ficou, o resto seguiu caminho sem a minha presença, acho que só vieram para o chá da tarde, viram que era amargo e saíram.

Perdi amigos de anos e doeu. Como doeu! Perdi pessoas da família, oportunidades e milhares de outras coisas. Minha peça de roupa favorita não coube mais, o sapato que eu mais gostava rasgou, o melhor personagem da série morreu e uma lista imensa de perdas doídas.

Este ano, definitivamente, eu perdi muito, mas, como em todas as perdas, sempre há um ganho. Às vezes, não material, mas um acréscimo para o nosso ser. Aprendizado? Amadurecimento? Resistência? Bastante. Ganhei amigos, presentes (não poderiam faltar), pessoas (o melhor ganho), admiração, algumas rasteiras e pontapés da vida, mas ganhei, acima de tudo, mais humanidade.


Chorei, sorri, amei, fui amado, mas também iludido, fui ferido, mas também feri, pedi perdão, fui perdoado, presenteei pessoas e também fui presenteado, sofri injustiças, fui injusto, falei e agi sem pensar, tomei atitudes que doeram e milhares de coisas boas, mas o dobro de ruins.

Este ano serviu para mostrar que a vida não é viver embaixo da proteção de alguém, pois ela puxa a gente de lá. Ela busca as nossas fraquezas (ela tem o poder e sei que parece sobrenatural) e usa tudo contra a gente. Pega os nossos medos, colocam expostos dentro da nossa alma e faz eles atacarem. Amarra nossos pés, mãos e coloca uma fita para calar a nossa boca. Comigo, com você, com ele, com todos nós e não adianta tentar ficar escondido, pois ela acha.

Mas tudo, tudinho, é um preparo, pois no fundo ela só quer dizer que fácil ela não é, mas que ensina você a viver, não sobreviver. Eu, como bom aluno, aprendi tudo. Não recebi um diploma, mas sorri, olhei para trás e pensei “é o máximo que você pode fazer?” e foi justamente o que ela queria ouvir, porque entre tantas quedas, existem as pessoas que não desistem.

Eu não desisti, mas aprendi e agora, bom, agora, mais do que nunca estou preparado para ela. Ainda irei tropeçar e cair em buracos, mas pensamentos de desistências não virão mais, pois aprendi com ela que a resistência está dentro da gente e quando nos libertamos, não há coisa ruim que faça a gente desistir.


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