Comportamento

Apresentadora de TV espanhola se recusa a dizer “todEs” e é hostilizada nas redes sociais

apresentadora de TV espanhola se recusa a dizer todEs e e hostilizada nas redes sociais

A decisão da apresentadora rendeu reações diversas. Entenda o caso!

A linguagem é uma das representações mais importantes de determinado grupo de pessoas. Tomando como exemplo uma nação, a língua é parte da sua cultura, uma maneira de unir todos os habitantes, representando-os e servindo como uma ferramenta de comunicação aceita e compreendida por todos.

Como o vocabulário e as formas de expressão estão constantemente se renovando, as línguas também se modificam com muita velocidade, abrindo espaço para novas palavras e expressões, e se libertando daquelas que não representam mais os seus falantes.

A população de forma geral costuma se mostrar aberta a adaptar as suas formas de se comunicar, com exceção de alguns mais velhos, que se negam a participar das “modernidades linguísticas”.

No entanto, uma das modificações linguísticas que encontra opositores de todas as idades e classes é a linguagem inclusiva. Esse tipo de linguagem, que tem sido defendida por grupos específicos da sociedade, sempre dá muito o que falar quando vira pauta.

A linguagem inclusive faz parte da luta diária pela inclusão das minorias na sociedade. Ela defende que as palavras percam os artigos que as definem como “masculinas” ou “femininas” e que sejam faladas e escritas de outras formas, para que as pessoas não binárias consigam se comunicar sem se sentir excluídas por sua língua materna.

Na linguagem inclusiva, não diríamos ou escreveríamos “amigos” ou “amigas”, por exemplo, mas sim “amigxs” ou “[email protected]”.

Para muitos, esse tipo de adaptação na língua é algo extremamente importante e necessário, porque permitirá que todas as pessoas se sintam representadas e respeitadas ao se comunicar. Os defensores dessa ideia têm se manifestado, inclusive nas redes sociais.

Paralelamente, também é grande a parcela da sociedade totalmente contrária a essa modificação, usando como argumento o fato de que será muito difícil explicar isso para as pessoas, especialmente aquelas que mal conhecem o idioma, além de ser desnecessário, porque as palavras englobam ambos os gêneros.

Essa “guerra” se manifesta na sociedade de diversas maneiras, inclusive por meio de pessoas com certa popularidade, que o fazem publicamente. Recentemente, na Espanha, uma manifestação pública sobre o tema deu o que falar. Conforme reportado pelo portal de notícias Clarín, a jornalista de televisão Ana Ruiz, que apresenta um game show transmitido pelo Canal Sur, disse ao vivo que se recusaria a usar a expressão “todes” para se referir a todas as pessoas e de forma neutra.

No início do programa, Ruiz fez um apelo em favor da Real Academia Espanhola (RAE), que tem a tutela oficial da língua castelhana. A apresentadora disse que não usaria o termo “todes” “porque não faz parte da Academia de Línguas”, acrescentando que concorda com o que a RAE diz.

Como se pode imaginar, o posicionamento de Ruiz desagradou profundamente àqueles que defendem o uso da linguagem neutra, e não demorou até que a apresentadora sofresse ataques nas redes sociais.

Um usuário do Twitter identificado por @terelucam compartilhou o momento da fala de Ruiz na rede social, dizendo que isso o fazia sentir-se enojado. Ele ainda mencionou a apresentadora na postagem, mas ela não lhe respondeu.

Conforme a notícia foi se espalhando no mundo, vários usuários manifestaram partilhar do sentimento do autor do post, defendendo que a linguagem neutra leva respeito às pessoas que não se identificam com nenhum gênero.

A RAE manifestou, em várias ocasiões, rejeição à mudança do masculino genérico, que já considera “inclusivo”.

Você se aproveita da bondade dos outros? Fale o que enxerga primeiro e te diremos!

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