Comportamento

Aprovada em medicina, filha de pedreiro e doméstica vende feijoada para comprar computador

De origem humilde, a jovem Camila cumpriu todos os anos escolares na rede pública sem ter acesso a nenhum cursinho preparatório, mas conseguiu entrar na academia!



A educação é um direito de todos os cidadãos, independentemente de cor, gênero, etnia, religião ou localidade. A partir do momento em que você existe, deveria ter todos os meios para conseguir acessar instituições de qualidade desde os anos básicos até a universidade. Mas a realidade é que as melhores instituições são pagas, e as pessoas de baixa renda não conseguem obter o mesmo nível educacional que os jovens nascidos em famílias ricas ou de classe média.

Como os ensinos fundamental e médio acabam sendo de extrema importância na hora do vestibular, as universidades públicas acabam recebendo uma enorme fatia de alunos das escolas particulares.

Essa ocupação das classes alta e média nas melhores instituições do país retira vagas importantes daqueles que só conseguiriam mudar a realidade através da educação.


Para tentar equilibrar um pouco essa equação, as políticas afirmativas foram criadas, buscando diminuir os desníveis educacionais provocados única e exclusivamente pela desigualdade social. A jovem de 19 anos, Camila Fernandes de Oliveira, nasceu em uma família humilde, mas desde cedo soube da importância dos estudos.

Filha de pedreiro e empregada doméstica, todos os seus anos escolares foram feitos na rede pública, e a família nunca teve dinheiro para pagar um cursinho preparatório para o Enem ou vestibular, mas isso não a impediu de perseguir seus sonhos.

Camila acaba de ser aprovada em medicina, na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), e pretende se tornar uma das melhores profissionais de sua área. Segundo reportagem do Jornal Cidade, ela afirma que sabe quem é e de onde veio, por isso a conquista da vaga é algo extraordinário. A jovem explica que, para os estudantes pobres, que frequentaram apenas a rede pública de ensino, as oportunidades são escassas.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Camila Oliveira.


Tendo enfrentado muitos desafios desde que nasceu, a caloura em medicina explica que as pessoas das classes alta e média sempre têm mais oportunidades de ingressar em boas universidades que, no geral, são públicas, já que frequentaram as melhores escolas ao longo da vida. Mas, para Camila, o estudo sempre foi prioridade, e felizmente, sempre conseguiu que ele fosse colocado em primeiro lugar.

A sensação de vitória é grande e todos comemoram muito a conquista da estudante. Camila deseja que mais pessoas de origem humilde e de regiões periféricas tenham a oportunidade de ingressar nas universidades, ocupando espaços que são delas por direito, inclusive em cursos elitizados, como o de medicina.

Para continuar sua trajetória de sucesso e se tornar uma grande profissional na área da medicina, a família de Camila está fazendo uma feijoada solidária. Por R$ 25, as pessoas compram feijoada, arroz e couve, como acompanhamentos.

Todo o dinheiro arrecadado vai servir para a compra de um notebook que auxilie a jovem nos estudos. Cada porção serve duas pessoas, de acordo com a publicação, e o evento está marcado para o dia 8 de agosto, com retirada por esquema de drive-thru.


Direitos autorais: reprodução Facebook/Camila Oliveira.

Para mais informações, basta entrar em contato com a jovem pelo telefone (19) 99788-8267 ou acessar o evento criado no Facebook. Mesmo tendo trabalhado para conquistar a tão sonhada vaga em medicina numa grande e importante faculdade do país, para as pessoas que não nasceram em famílias abastadas a luta para permanecer nos espaços públicos e privados é constante.

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