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Aquele “nó” transformado em oportunidades

AQUELE NÓ FOTO DE CAPA

Para embalar a leitura deste texto, sugiro você ouvir: Paradise (Coldplay)



De repente, você fica sem emprego, precisa mudar de cidade, a casa nova não parece acolhedora, e uma baita crise de coluna se instala. Oportunidade perfeita para sentar e chorar, ou para fazer mudanças reestruturantes. Foi pela segunda opção que ela decidiu.

Perdi todo processo evolutivo, por estarmos em cidades afastadas. Não contribuí em nada e lamento. Mas, justamente pelo tempo sem vê-la, e acompanhando de longe as dificuldades, pude observar claramente o impacto da guinada positiva na vida desta amiga, a cada dia mais querida.  A visita de um final de semana se transformou em grande aprendizado.

AQUELE NÓ FOTO 01


Pela localização, foi uma saga divertida chegar até lá. Carona, táxi, bote.  Aguardava no piso térreo, na companhia de seu jovem e educado filho, que foi me buscar após a travessia da ponta da barra. Quando ela desceu as escadas, na companhia de uma cliente de Reiki, contemplei uma transformação. Era a mesma amiga, entretanto envolta numa aura de beleza muito além do impacto comum que causa onde chega. Abraço acolhedor e boas conversas depois esclareceram que sim, aquela visão inicial refletia muitas mudanças internas.

O choque de perder o emprego e trocar de cidade instalou um nó gigante. Aí entrou a vontade dela de não resistir, ou de desistir de resistir, e olhar a oportunidade. Foi a chance de aceitar novos rumos, e uma nova escolha profissional. No lugar do belo trabalho de fotografia que realizava, agora a tarefa ainda mais bela de estender as mãos para servir de canal para a energia inteligente curativa do Reiki, e de acender luzes em muitos lugares, confeccionando velas artesanais. Além do Reiki, a ioga foi fundamental no seu processo de recuperação da coluna e, agregada ao conjunto de novos conhecimentos, passou a dar aulas.

AQUELE NÓ - FOTO 02

“Quem olha assim pode pensar que foi fácil, mas não foi. Tive de trabalhar muito a aceitação, a modificar energia deste lugar, a desenvolver novos talentos, me dedicar a mudar,” comentou. Hoje, na varanda do agradável lar com vista para uma baía inspiradora, ela consegue dizer: “estou em casa, em paz”.  Compreendendo a quantidade de degraus que precisou subir até conseguir respirar ar puro.


Delicioso se espantar de satisfação. Como é bom olhar alguém querido na sua linha plena, depois de ter desatado um grande nó. E como é bom constatar que este processo a levou a possibilidade de ajudar outras pessoas a desatarem as suas dores.

O sol daquele final de semana de ensinamentos conseguiu brilhar mais dentro de mim do que fora. Está brilhando até hoje.

Aquela quinta-feira…

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