Relacionamentos

Arthur diz que Maíra toparia: como incluir uma terceira pessoa na relação?

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Durante o reality show, numa conversa com a cantora Naiara Azevedo, o artista explicou que a companheira aceitaria chamar uma terceira pessoa para a relação.

As formas de se relacionar afetivamente têm se tornado cada vez mais múltiplas, mostrando que existem diferentes maneiras de amar e ser amado. Acostumados com a monogamia e os relacionamentos heterossexuais, os romances poliamorosos podem ser um choque, principalmente quando se tornam públicos.

Durante o reality show “BBB22”, o artista Arthur Aguiar e a cantora Naiara Azevedo tiveram uma conversa franca na noite do dia 21. Muito conhecido nas redes sociais pelas traições no relacionamento com Maíra Cardi, ele explicou que a companheira sempre esteve aberta a convidar outra pessoa para o relacionamento, caso ele sentisse vontade. Mesmo assim, ele conta que preferiu ficar com outras mulheres em segredo, o que estremeceu a relação.

Maíra e Arthur se envolveram em 2017 e se casaram no fim do mesmo ano. No fim de 2018, o casal teve a filha Sofia e, aparentemente, as coisas iam bem. Em maio de 2020, a coach usou suas redes sociais para anunciar a separação, acusando o cantor de traição e abusos durante o casamento. Eles se reaproximaram em agosto daquele ano, e em março de 2021 reataram o relacionamento, que durou apenas oito dias. Em outubro, reataram novamente e, poucos meses depois, ele anunciou que estava no reality show.

Na internet, o público chama o casamento de Arthur e Maíra de “relacionamento ioiô”, já que eles terminaram e reataram algumas vezes. Os términos foram recheados de polêmicas, e Cardi chegou a afirmar em um vídeo que descobriu 16 traições do companheiro, o que a motivou a terminar. Justamente por isso, a conversa do brother com Naiara mostrou um pouco da dinâmica relação deles.

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Direitos autorais: reprodução Instagram/ @arthuraguiar.

Arthur ainda explicou à sister que o término não foi motivado pelas traições em si, mas pela sua quebra de lealdade, principalmente porque Maíra já tinha afirmado em outros momentos que eles poderiam tentar abrir a relação, caso ele se sentisse atraído por outras mulheres. Ele ainda compartilhou que a esposa teria permitido que ele ficasse com outras mulheres na “casa mais vigiada do Brasil”.

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Direitos autorais: reprodução Instagram/ @arthuraguiar.

Relacionamentos abertos, poliamor e trisal: afinal, como saber se meu relacionamento não é monogâmico e como incluir uma nova pessoa nele? Essas são dúvidas de muitos pares em seus casamentos ou namoros, mas se sentem pressionados pela sociedade — predominantemente monogâmica — a assumir esses desejos. Mas essa configuração amorosa não é tão antiga quanto se imagina.

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Direitos autorais: reprodução Instagram/ @arthuraguiar.

História da monogamia

A monogamia é algo cultural, e está mais relacionada com bens do que com amor. Os seres humanos não sabiam plantar, não conheciam as estações do ano, as particularidades da terra ou mesmo o que era sazonalidade na agricultura. Mas assim que descobriram que as sementes brotavam, que começaram a criar equipamentos para o manejo do solo, descobriram que poderiam se fixar nos lugares, ao invés de peregrinar dia e noite atrás de alimentos.

Esse desenvolvimento da agricultura fez com que a ideia de propriedade privada surgisse, assim como o acúmulo de bens. Como os homens não tinham como ter certeza se os filhos eram seus de fato, passaram a exigir relações monogâmicas, assim poderiam ter herdeiros de sangue que pudessem ajudar na produção e que ficariam com tudo depois que morressem.

A Igreja Católica e o Cristianismo também tiveram parte importante nesse processo de consolidação da monogamia como única forma possível de relacionamento amoroso, assim como o capitalismo, que surgiu algum tempo depois. Construir patrimônios, aumentar o número de fiéis e gerar herdeiros passou a ser o correto, mostrando que a monogamia está mais diretamente relacionada com cultura, política e religião do que com os afetos em si.

Como saber se sou uma pessoa não monogâmica?

Especialistas afirmam que se sentir sufocado nas relações monogâmicas, sentir atração por múltiplas pessoas e, mesmo assim, colocar a pessoa que é sua namorada ou cônjuge em uma posição de respeito e amor, podem ser indícios de que você não se encaixa em relacionamentos monogâmicos.

Em primeiro lugar, é importante identificar em que pé está esse namoro ou casamento. Nem sempre o que um deseja é o mesmo que o outro, por isso a importância de manter um bom e aberto diálogo. Preste atenção se o companheiro ou companheira não está aceitando apenas porque não quer perder essa relação, a responsabilidade emocional é o pontapé inicial para quem deseja cultivar afetos fora de uma estrutura monogâmica.

Caso os dois estejam de acordo, o segundo passo é tentar identificar que tipo de estrutura vocês querem. E é “tentar” mesmo, porque essa é a teoria, na prática pode ser que tudo se modifique, a depender dos desejos de cada um e até que ponto se sentem confortáveis. Vale lembrar que abrir um relacionamento ou formar um trisal não deve ser motivado única e exclusivamente por fetiches, pode ser que dessa forma não se sustente.

Relacionamento aberto

Os relacionamentos abertos são basicamente isso: uma relação não tão rígida, em que os parceiros estão livres para experimentar outras interações amorosas e afetivas com terceiros. Cada casal vai determinar as regras de convívio, alguns querem saber quando o outro sai com uma pessoa; outros preferem não saber. Alguns estabelecem dias e horários; outros deixam que o fluxo guie. Não existe certo e errado, apenas o que é confortável para os dois.

Poliamor

As relações poliamorosas vão um pouco mais longe, existem quando o casal chama outra pessoa (ou mais) para fazer parte daquele namoro ou casamento. Aqui também existem inúmeras formas de vivências: em alguns casos, os três se relacionam afetivamente; em outros, apenas duas se relacionam. Nessa estrutura, presume-se que as três (ou mais) pessoas vão manter uma dinâmica, uma rotina, morar juntas e dividir tarefas, incluindo o cuidado dos filhos, quando existem.

Como incluir outra pessoa no relacionamento?

Cada casal terá a própria dinâmica, obviamente, mas em relacionamentos heterossexuais, é importante levar em consideração o que a mulher deseja, isso porque é ela quem exige mais no sexo, precisando estar mais confortável e segura para que as interações fluam de um jeito mais natural. Encontrar essa terceira pessoa pode não ser algo assim tão simples quanto se imagina, vai depender do casal saber o que lhe agrada mais.

Deixar bem claro para a terceira pessoa qual é o desejo é um bom começo. Essa pessoa de fora pode se sentir mais vulnerável, um pouco deslocada, já que o casal tem afinidade e intimidade bem delineada e construída, principalmente quando já mantém um relacionamento aberto há algum tempo.

Caso as relações comecem a apresentar ciúme, vale tentar um diálogo um pouco mais efetivo ou mesmo mudar a forma de relacionamento. Se for aberto, tentar trazer a pessoa para o namoro ou casamento, reforçar as prioridades, ou seja, colocar a pessoa mais antiga como centro das atenções. Tudo vai depender do desejo do casal. As liberdades e as concessões sempre podem ser revistas e restabelecidas, principalmente quando houver mais gente na equação.

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