AtitudeMulheresO Segredo

As características da nova mulher:

A nova mulher tem um chamado



A nova mulher não vive por viver, há algo que ela é chamada a criar. Ela tem uma visão para a  sua  vida  e  esta  visão  emerge  dos  seus  momentos  de  quietude,  quando  se  lembra  do  que realmente importa para ela.

O legado que o feminismo  deixou dá-lhe liberdade para criar e guiar a sua própria vida. Por  isso, ela escreve a sua própria história em vez de continuar a viver as histórias que os outros  têm para ela.

Não importa o que ela é chamada a criar, cada mulher tem diferentes chamamentos, o que importa é que isso signifique que ela está a honrar os desejos da sua essência.



A nova mulher é firme e determinada

A  nova  mulher  precisa  de  firmeza  e  determinação  para  materializar  a  sua  visão.  Mas,  a  sua determinação não é agressiva, é apenas uma forma assertiva de comunicar aos outros e a ela mesma a clareza da sua intenção, a paixão que sente pela sua visão e a lealdade que tem pela sua verdade.

A  sua  determinação  ajuda-a  a  vencer  as  tentações  para  se  submeter  a  valores,  papéis  e identidades que não são as dela.


A sua jornada tem que ser um equilíbrio entre a sua visão e ação e entre a sua sabedoria e expressão. A firmeza que sente dentro de si, tal qual a firmeza de uma montanha, é a força que vai sustentar toda a sua jornada.


A nova mulher é uma guerreira

Todas  as  mulheres  que  ambicionam  ter  mais  liberdade  na  sua  vida  têm  dentro  de  si  as qualidades de um guerreiro.


No entanto, o grande desafio é descobrir como ser guerreira sem necessitar de participar em nenhuma guerra, motivada pelo medo e orgulho, mas sim pela coragem e compaixão.

A  nova  mulher  está  comprometida  com  a  liberdade  e  não  com  o  poder,  prestígio  ou dominação. Não há honra nenhuma nas lutas onde se pretende provocar medo ou dominar os outros. Ela não vai causar mais destruição e violência unicamente para manifestar o seu poder, mas apenas  como meio  de  criar  novas  formas,  caminhos  e  estruturas  que  tenham  a  raiz  no respeito e integridade pelos demais.


A nova mulher dispensa rótulos


A  nova  mulher  dispensa  imagens  como  feminista,  feminino  ou  sagrado  feminino,  nem  tão pouco tem o desejo de se “encaixar” nestas imagens. Já fiz parte de grupos que prevaleciam mais  para  uma  dessas  imagens  e  senti  a  minha  liberdade  oprimida,  tal  como  se  fosse  o patriarcado.

Só  uma  coisa  importa  à  nova mulher:  ela  vive  de  acordo  com  as  necessidades  e  desejos  do momento presente. Se o faz com ou sem pelos nas pernas, casada ou solteira, gorda ou magra, como dona de casa ou com uma carreira, com vestidos hippies ou chiques, num Mosteiro ou lá fora, nada disso importa. O que importa é que «como o amor faria?» guia a sua conduta.


A nova mulher está em paz com o seu corpo


Em vez de investirem em ser pessoas melhores e em contribuírem para um mundo melhor, a maioria das mulheres ainda investe a maior parte do seu tempo em ter um corpo melhor, uma aparência melhor ou um desempenho melhor.

Enquanto não estiver em paz com o seu corpo e souber honrá-lo, a nova mulher vai continuar a estar alienada do seu coração, a ser “violentada” pelos outros e na sua mente vai continuar a proliferar julgamento e confusão.


A nova mulher abraça a sua espiritualidade


A nova mulher sabe que a espiritualidade abre os seus olhos e o seu coração e como não está apenas  comprometida  na  sua  mudança  exterior  ela  está  pronta  para  desafiar  a  sua  própria imagem, sistemas de crenças e limites que existem no seu interior. Neste sentido, sente um forte impulso para mergulhar na sua psique.

A liberdade que procura é uma liberdade interior, que chega após enfrentar os seus medos e compreender as mais profundas verdades sobre si mesma e sobre o mundo que a rodeia.

Ela  sabe  que  para  transformar  o  mundo  de  uma  forma  duradoura,  tem  que  haver simultaneamente uma transformação interior. Para curar o sexismo, as divisões e a violência que encontra no exterior, ela sabe que primeiro tem que curar as que existem no seu interior.

Para  haver  liberdade  lá  fora,  tem  que  haver  liberdade  dentro, senão  a  forma de  lutar  pelos valores que defende vão compartilhar o mesmo ódio e dor daqueles a quem crítica.



A nova mulher é vulnerável

Ninguém  gosta  da  dor,  medo  ou  perdas,  mas  isto  não  significa  que  não  se  possa  aceitar.  A nova mulher não reprime as emoções, nem se apega a emoções. Ela não celebra a chegada da dor, nem se deixa perder nela por muito tempo. Ela sabe que todos os momentos de tristeza oferecem uma possibilidade de renovação. Apesar do caos e da escuridão, que lhe impede de ver luz no seu caminho, o seu coração não se perde com lamentos.

Ela  sabe  que  a  aversão  que  pode  surgir  nestes  momentos  é  apenas  uma  tentativa  de manipular  ou  redecorar  o  que  está  a  acontecer  e  não  levam  à  transformação.  O  desejo  de querer substituir uma situação dolorosa por uma situação agradável ou de vestir a máscara da forte, não é o caminho da nova mulher, é o caminho da manipuladora.



A nova mulher não aceita tudo

Aceitação é uma característica da nova mulher, mas isso não significa que ela aceita o que é inaceitável:  o  sacrifício  da  sua  liberdade  e  dignidade;  a  rejeição  da  sua  singularidade  e individualidade;  alienar-se  da  sua  feminilidade  e  sexualidade  e  continuar  a  compactuar  com estruturas,  serviços  e  indústrias  que  perpetuam  a  dominação,  submissão  e  exploração  de qualquer outro Ser.


A nova mulher é uma sobrevivente

É  difícil  encontrar  uma  mulher  que  não  tenha  enfrentado  na  sua  vida  algum  tipo  de humilhação ou opressão, mas isso não a torna numa vítima. Ela é capaz de dar nome aos seus demônios e reconhecer a sua sombra, pois sabe que esse é o primeiro passo para recuperar o poder que eles têm sobre ela.


A nova mulher é independente

Muitas  mulheres  intitulam-se  independentes,  porque  não  compreendem  o  significado  de independência. A verdadeira independência significa muito mais do que ter uma casa ou um emprego  que  as  sustenta.  Independência  significa  que  nós  não  dependemos  de  nada  ou  de ninguém  para  orientação,  para  sermos  livres  ou  para  nos  sentirmos  amadas.  Significa  que somos guiadas na nossa vida através da nossa sabedoria e visão e que estamos à vontade na nossa própria solitude e sem adversários quando nos relacionamos com os outros.

Ela sabe que no Outono é altura de deixar morrer o velho, não importa quão bonito ou feio ele tenha  sido.  A  sua  sabedoria  sabe  que  não  há  começo  sem  haver  primeiro  um  fim.  A  sua coragem ajuda-a a enfrentar a incerteza, a sua compaixão ajuda-a aceitar os seus medos e a sua paciência dá-lhe a habilidade de esperar, sem ir à procura de certezas e seguranças.

Ela sabe que no Inverno é altura de se renovar, recompor e de curar-se, e aproveita a quietude que esta fase convida para refletir e abraçar a solitude. Ela sabe que há um tempo para a ação e um tempo para olhar para dentro, pois todas as ações têm que estar enraizadas na sabedoria que ela recolhe da sua introspeção.

Ela sabe que a Primavera é uma altura para manifestar a sua sabedoria, visão e as lições que surgiram  nas  fases  anteriores.  A  excitação  e  o  desejo  de  aventura  começa  a  surgir,  mas  ela sabe  que  este  desejo  tem  que  ser  balanceado  com  paciência,  a  excitação  tem  que  ser balanceada com consciência e o desejo de aventura tem que ser balanceado com compostura.

Ela sabe o quanto é importante distinguir impulsividade e criatividade, para assegurar que a sua jornada seja feita com sabedoria.

Ela  sabe  que  no  Verão  é  um  momento  para  celebrar  e  apreciar  o  que  recebemos  na  nossa jornada, mas também um momento de se preparar para mais um Outono na sua vida.


A nova mulher é corajosa

A  nova  mulher  é  profundamente  corajosa,  pois  pode  precisar  desafiar  as  expetativas  dos outros e dizer não às suas necessidade de aprovação e segurança, em vez de ceder a elas.

Ela vai ter que ter coragem para tornar visível a visão e a sabedoria que já possui e abraçar os seus medos e as suas dúvidas quando tiver que enfrentar o desconhecido.

Ela vai ter que aceitar a morte de vários papéis e identidades e experimentar a impermanência de todos eles. Ela está em constante renovação e transformação.

A sua coragem vai ajudá-la a cumprir tudo o que é possível para ela, sem consentir que nada nem ninguém a limitem.


A nova mulher é o seu próprio guia

O  grande  desafio  para  a  nova  mulher  é  encontrar  o  equilíbrio  entre  a  vontade  de  ouvir  o exterior e  confiar  no  seu  interior;  entre  abrir-se  para  aprender  e manter  integridade  na  sua própria busca.

Ela  vai  escolher  o  seu  professor  sabiamente,  mas  não  se  vai  esquecer  que  o  seu  maior professor é a sua própria história, experiência e a sabedoria que retirou dela.

Para isso, sabe da importância em encontrar um santuário dentro de si mesma, utilizando a meditação, a natureza ou algo que resulte com ela e lhe traga calma, sensibilidade e quietude.

As  consequências  de  ficar  alienada  da  sua  intuição  são  um  preço  alto  a  pagar.  Quando  não consegue ouvir a ela mesma, vai continuar a ouvir as outras pessoas.

Para  se  libertar  do  poder que  o  exterior  tem  sobre ela,  a  nova mulher  tem  que  descobrir a sabedoria da sua própria autoridade interior. Só assim a sua vida pode ser um testemunho vivo daquilo que acredita.


A nova mulher é compassiva

A nova mulher tem o seu coração cheio de compaixão, pois sabe que como mulher uma vida de compaixão, amor e integridade é a única maneira significativa de viver. No entanto, sabe como dizer não sem ter medo da censura.

Ela é a que mais sente no seu corpo o significado da frase “Somos Todos Um”, pois sabe no mais  íntimo  do  seu  ser  que  não  podemos  prejudicar  ou  ferir  alguém,  sem  primeiro  nos prejudicarmos ou ferirmos a nós mesmas.

Mas, para haver compaixão genuína tem que desenvolver primeiro compaixão por ela mesma, pela sua história, sombras, desafios e falhas.

A nova mulher, nem sempre vai ser popular, mas glória, aplausos e fama não constam da sua lista de prioridades. Para ela basta viver em integridade.

Esta não é ainda a mulher que sou, mas é a visão que tenho para mim mesma. Que ela possa inspirar a criação da tua.

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Clarisse Cunha

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