AS EXPERIÊNCIAS SÃO FORÇAS DE TRANSFORMAÇÃO!

Como um raio de luz que atravessa a alma, as experiências são marcas de aprendizado, que vão ficando gradativamente registradas ao longo dos anos, ao longo da vida. Construindo a história da vida terrena, construindo a história e memória da alma. E amanhã, seremos sempre diferentes do que hoje somos, e hoje já somos muito diferentes do que ontem fomos…

E cada experiência, desde os primórdios de nossa existência, desde as primeiras sensações táticas e sensoriais, é o que vai construindo os instrumentos de reação de como lidamos com as emoções e como são nossas emoções em resposta as manifestações do meio. E cada um reage de uma forma a situações semelhantes, devido a gama de experimentações que sua alma acabou por submetida ser ao longo dos anos em sua última existência.

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A vida é uma escola, a vida é um laboratório de memórias, e mesmo que estas memórias aparentemente caíam no esquecimento, ficam armazenadas no subconsciente, e ficam gravadas como aprendizado na alma, num espaço muito especial, que permitido é vir a superfície, ao consciente, sempre que precisamos para o enfrentamento de algumas situações…

Nem sempre as memórias que trazemos possuem uma reação positiva no enfrentamento das situações, por vezes, as dores que no passado vivemos acabam por se transformarem em traumas e a deixar-nos sensíveis, e com possibilidade de cometermos julgamentos, ou de reagirmos de uma forma negativa a comportamentos semelhantes aos que nos feriram no passado, mesmo que estejam em contextos totalmente diferentes, ou que sejam reflexos de nossos comportamentos, que sejam uma resposta do que praticamos.

Agimos negativamente porque a memória da dor ainda está latente na alma, então, aquele ou aqueles que possuem comportamentos semelhantes acabam por nos provocar uma atenção cuidadosa, temos dificuldade de acreditar que vão agir diferente daqueles que se transformaram no passado em foco de dor.

E quando isso acontece, quando a memória da alma negativa é, temos que ter um cuidado especial, para não generalizarmos, porque estamos em constante transmutação, e nem os mesmos que nos feriram, talvez no dias de hoje fariam da mesma forma, quanto mais, quem não foi o responsável pelo foco da dor de outrora… 
E esta visão da vida, livre de memórias negativas não é fácil de termos, temos uma dificuldade de colocarmos os óculos da esperança quando fomos contaminados e sentimos o olhar da alma arder com situações que muito nos fizeram sofrer…

Mas não podemos desistir de lutarmos em busca desta transformação, de termos sempre uma crença positiva, de sempre enxergarmos e olharmos a vida com olhos de amor. Sendo assim, ao invés de sermos massacrados com a visão da dúvida, vamos continuamente sermos presenteados com a esperança de vivermos em contextos diferentes daqueles que um dia nos fizeram sofrer.

E a esperança é a energia que sustenta a vida, quem vive sem esperança morre ainda em vida, porque ela é como um ar benéfico que preenche o pulmão da existência, fazendo com que tenhamos disposição para galgarmos em busca de qualquer realização, para buscarmos a paz e a harmonia na vivência a dois, ou com os nossos semelhantes, que estão frente a nossa vida, a presentearmos-nos formando a flora do jardim de nossa existência.

Quando temos esta percepção de que do passado só temos que extrair o aprendizado, firmando em nós uma memória positiva, cautelosa sim, atenciosa sim, mas jamais negativa, acabamos por ter mais discernimento para colocarmos os tijolos da construção da vida. Sim, quando assim agimos, é porque estamos aptos a compreender consciente ou inconscientemente que “hoje somos pessoas diferentes do que ontem fomos, atravessadas por inúmeras experiências”.

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E são estas experiências que constroem a nossa psiquê que nos capacita para aprendermos a cada dia, mas antes de tudo, para verdadeiramente amarmos, que nada mais é do que é um ato de sempre fazer sem nada do outro esperar, porque quando amamos consciente ou inconscientemente esperando algo em troca a tendência é de nos decepcionarmos, sim, o outro não é um protótipo de nós mesmos, são almas como nós em constante lapidação, com seu ritmo de evolução.

E o seu tempo de aprendizado não depende de nossa espera e sim de sua capacidade de decisão, de mudar o que precisa melhorar.

Amar de verdade é seguir doando sempre o seu melhor, sem nada esperar, a viver a plenitude de estar cumprindo o seu verdadeiro papel frente a vida, frente ao Universo, frente a luz, que nada mais espera de que todossejamos luz de amor na “Constelação da existência”.



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