EmoçõesReflexão

As feridas mais profundas não são feitas por facas afiadas…

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As feridas mais profundas não são feitas por facas. São feitas por palavras, mentiras, falsidades e ausências. São feridas que não são vistas na pele, mas que doem, sangram, porque são feitas de lágrimas tristes, derramadas em amargura…



Quem foi ferido, por um tempo navega à deriva. Mais tarde, quando o tempo costura um pouco essas fraturas, a pessoa percebe algo. Percebe que mudou, ainda se sente vulnerável, e às vezes comete o pior erro possível: criar uma barreira de autoproteção feita de aço. Mecanismos de defesa para evitar se machucar novamente.

Porém, ninguém pode viver para sempre na defensiva. Não podemos nos tornar inquilinos das nossas solidões. Gerir o sofrimento é um trabalho austero e diligente, que exige reconectar-nos com nossa própria sombra para recuperarmos a autoestima.

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Só quem consegue enfrentar o demônio de seus traumas com coragem e determinação sai ileso desta floresta de espinhos venenosos. Mas sim, a pessoa que emerge deste cenário hostil não será mais a mesma.

Será mais forte.


O bálsamo da mente ferida


O bálsamo da alma ferida é o equilíbrio. É poder dar o passo em direção à aceitação para liberar todo esse peso, toda essa dor. É mudar dessa pele frágil e ferida para uma pele mais resistente e mais bela. No entanto, tenha em mente que existem muitas raízes subterrâneas que continuam a alimentar a raiz da dor. Ramificações que, longe de drenarem a ferida, a alimentam.

Odiarmos a nossa vulnerabilidade é, por exemplo, um desses nutrientes. Alguns negam, reagem a esta aparente fraqueza. Vivemos em uma sociedade que nos proíbe de sermos vulneráveis.

No entanto, um bálsamo para a mente ferida é aceitar suas partes mais frágeis, saber que foi ferido, mas encontrar a paz, a felicidade. O importante é nos amarmos o suficiente para aceitarmos essas peças quebradas sem rancor.

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Outra raiz que alimenta a nossa mente ferida é o caruncho do ressentimento. Acredite ou não, essa emoção tende a “envenenar” nossos cérebros ao ponto de mudar nossos padrões de pensamento. O rancor prolongado muda a nossa visão da vida e das pessoas. Ninguém pode encontrar qualquer bálsamo dentro dessa gaiola pessoal.

Essas feridas profundas e invisíveis habitam para sempre nas profundezas do nosso ser. No entanto, temos duas opções. A primeira é sermos cativos da dor para sempre. A segunda é tirarmos a casca e aceitarmos e sentirmos a própria vulnerabilidade. Só então virá a força, a aprendizagem e esse passo libertador para a frente.


Estamos todos um pouco quebrados, mas todos somos bravos


Todos arrastamos nossas peças quebradas. Nossas peças perdidas nesses quebra-cabeças que nunca foram concluídos. A infância traumática, uma relação emocional dolorosa, perda de um ente querido … Todos os dias passamos uns pelos outros sem percebermos essas feridas invisíveis. Nossas batalhas pessoais delinearam o que somos agora.

Temos de ser capazes de nos reencontrarmos. Cantos quebrados de dentro de nós nos afastam completamente do esqueleto interno, onde nossa identidade foi sustentada. O nosso patrimônio, autoconceito.


Chaves para curar as feridas bravamente


Há uma expressão em japonês, “Arigato Zaisho”, que literalmente se traduz como “ilusão de agradecimento.” No entanto, por muito tempo tem recebido uma outra conotação para o crescimento pessoal. Ela mostra a habilidade sutil dos seres humanos de transformarem o sofrimento, rancor e amargura em aprendizagem.

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  • Abramos os nossos olhos desde o interior, para nos iludirmos novamente. Porque nos concentrarmos na tortura de gerir essas feridas nos afasta completamente da oportunidade de adquirirmos conhecimento e discernimento.

  • Para conseguirmos isso, temos de ser capazes de evitar que nossos pensamentos se tornem aquele martelo que constantemente martela o mesmo prego. Lentamente, o buraco será maior.
  • Limitar pensamentos recorrentes de angústia, ressentimento ou culpa é certamente o primeiro passo. É conveniente também concentrarmos toda a nossa atenção sobre o amanhã.
  • Quando estamos naquela sala escura, acompanhados apenas pela amargura e rancor, as perspectivas para o futuro são desligadas, não existem. Devemos nos acostumar gradualmente à luz. À luz do dia, para gerarmos novos sonhos, novos projetos.

Lembre-se que somos sementes. Nós somos capazes de germinar mesmo na mais difícil das situações.

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Traduzido pela equipe de O SegredoFonte: La Mente es Maravillosa


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