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As maravilhosas vantagens da maturidade…

Minha rotina profissional inclui o desenvolvimento e aperfeiçoamento de profissionais em línguas estrangeiras, em sua maioria, na maturidade.

Trabalhando com base em suas histórias de vida, considerando suas vivências pessoais e profissionais, a consultoria se fundamenta nas necessidades e interesses de cada indivíduo, respeitando seu tipo de raciocínio e seu estilo de aprender.



Com o objetivo de contextualizar aspectos linguísticos e culturais, cada pessoa traz assuntos que lhe interessam para o desenvolvimento desse trabalho e, muitas vezes, acabamos por enfrentar situações inusitadas.

Assim, recentemente, recebi um e-mail de uma profissional altamente qualificada, que retransmitia uma longa mensagem com comentários jocosos em relação às “desvantagens” da maturidade e mais especificamente ao processo de envelhecimento feminino.

Confesso que minha indignação foi tanta, que me levou a algumas reflexões que agora compartilho com vocês.


Enquanto a maioria das pessoas se preocupa com o avanço da sua idade cronológica, encontro motivos que, cada vez mais, sedimentam minha crença de que a maturidade pode ser “a melhor idade”.

Nunca fui esportista, apesar de concordar com a necessidade de se manter o corpo são. Minhas atividades intelectuais sempre foram um excelente pretexto para desenvolver uma vida sedentária e, portanto, meu aspecto físico não deve ser usado como exemplo, apesar de eu ser saudável e cheia de vida.

Por outro lado, sempre cuidei de equilibrar atividades de trabalho e lazer, ainda que grande parte do meu tempo livre fosse investido na criação das minhas filhas e em pequenas viagens com elas. As leituras sempre me proporcionaram excelentes oportunidades de exercitar a imaginação e, cercada de amigos que compartilham os mesmos princípios de vida, sempre estive afetivamente bem cuidada. Assim, posso dizer que consigo manter a mente sã.

O ponto fundamental que me leva a analisar, criteriosamente, as vantagens da maturidade reside no fato de que, com certeza, apenas o corpo físico apresenta os sinais da idade.

Nossa mente, se bem cuidada, permanece ágil, mas adquire uma perspicácia, antes inacessível, aos impulsos da juventude. Mantemos a mesma energia criativa, que se potencializa pela autoconfiança e pelo olhar voltado para o futuro, talvez por termos mais claramente a noção de que ele está cada vez mais próximo.


E o que dizer da assertividade conquistada?

Resultado de anos de vivências, aprendemos a dizer “não” com uma clareza indubitável. E dizer “sim” passa a ter um sabor irresistível, principalmente se nos permitem viver novas possibilidades, sem inseguranças ou preocupações com as opiniões alheias.

Nossos jovens temem chegar aos trinta… e eu digo que ter mais de cinquenta é um privilégio. Estar viva, aqui e agora, é reconhecer o que posso ter e ser o que quero ser. É vislumbrar uma infinidade de páginas em branco, à espera de uma história que valha a pena ser escrita para depois ser contada pelas gerações futuras.

A idade cronológica certamente não conta pontos a favor ou contra a felicidade. Recebi como já disse um e-mail pessimista, que falava das desvantagens da meia-idade. Além de me recusar a repassar essa mensagem, decidi contestar o que li e agora, publicamente, alerto a todos: não existe “meia-idade”, a não ser que alguém se sujeite a viver pela metade!

Aceitemos, pois, a passagem do tempo como algo natural e necessário para a nossa evolução. Afinal, aprendemos quando crianças, adolescentes, jovens e adultos. Por que, então, haveria de ser diferente na maturidade?

Para mim, se temos coragem de assumir quem nós somos e o que queremos, esta é, sem dúvida, a melhor idade!

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Direitos autorais da imagem de capa: michaeljung / 123RF Imagens

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