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As pessoas sempre julgam, mas o seu valor não está na opinião do outro. Não se abandone por ninguém!

No processo de tomada de consciência, aprendemos que exercer nossa autenticidade é a maior bênção para uma vida feliz!


Invariavelmente, todos nós temos pendências emocionais em diferentes níveis, as quais não foram totalmente supridas na nossa história de vida. Entretanto, erramos em não delegar esse suprimento e essa responsabilidade a nós mesmos, mas aos outros.

Isso porque todos nós, especialmente nossos pais, viemos de uma educação extremamente tradicional, cuja tônica era agradar aos outros e a qual podou – e muito – a nossa autenticidade.

Sempre ouvimos coisas como: “sem fulano eu não vivo”, “sou nada sem fulana”, “ele se foi e levou um pedaço de mim”.


Reflita: quem respira por você?

Quem metaboliza o alimento que você ingere? Se você quiser, inclusive, defender suas ideias e enfrentar os outros, você hoje pode, porque não depende mais das pessoas para continuar vivo, apenas quando ainda era uma criança indefesa, por isso você não as enfrentava, mas respeitava.

Na Psicologia, aprende-se que esse medo irracional de ficarmos sozinhos deriva da nossa infância, quando éramos criancinhas e, por instinto, dependíamos dos outros para sobreviver e por isso os agradávamos.


Entretanto, agora, como adultos, somos independentes e autossuficientes; a vida vai nos cobrar isso, tal como uma mãe que delega ao filho comer sozinho na medida em que ele já aprendeu a fazer isso.

É importante abstrair da aceitação que não temos outra escolha, por isso devemos aceitar as pessoas como são, as suas escolhas, porque todos temos livre-arbítrio.

As pessoas julgam o tempo todo mesmo, e está tudo bem em elas fazerem isso, porque nossa cultura ainda é surpreendentemente neurótica.

Sofremos, entretanto, porque não aceitamos as pessoas como elas são, não aceitamos a realidade como ela é devido aos nossos mimos. O pior é quando achamos que podemos controlar o que está fora de nós, mas não é possível fazer isso.

Sabe por quê? Porque é impossível enganar a si mesmo, a sua essência. O esforço para controlar o que está fora do seu limite real ou se manipular e se desrespeitar em prol do outro provoca os processos neuróticos, ansiedade crônica, depressão e síndrome do pânico; todos como forma de autoproteção, de defesa, apontando o quanto e como suas atitudes são desrespeitosas, o quanto você está se abandonando em prol do outro.

Percebe como somos nós mesmos que geramos o próprio sofrimento?

Não é à toa que, na depressão e na síndrome do pânico, a pessoa se recuse a sair de casa, é apenas uma proteção da sua essência quanto ao fato de estar cansada de ter de incorporar papéis, forçar-se para agradar aos outros, fingir trejeitos, autodepreciar-se, comparar-se com os outros, enfim. No processo de tomada de consciência, aprendemos que exercer nossa autenticidade é a maior bênção de uma vida alegre.

Porém, é claro, nossa educação tolheu e podou tanto nossa autenticidade que criamos uma personalidade assim, deliberada e forçada, a fim de conquistar a aceitação e atender às expectativas alheias, as quais não nos são necessárias em nenhuma instância.

Fonte de sofrimento desnecessário

Reflita: o que de pior pode acontecer, se determinado grupo ou pessoa deliberadamente não aceitar você como é ou se você não atender às expectativas e às cobranças absurdas que faz a si mesmo? Você vai sucumbir? Vai morrer? Apenas essa reflexão já ameniza a ansiedade.

Sofremos porque não abdicamos das nossas ideias controladoras, perfeccionistas simplesmente porque é impossível sermos perfeitinhos como achamos que devemos ser. Enfim, fonte de sofrimento desnecessário.

Isso acontece quando você, que tem formato de bola, esforça-se para encaixar numa forma quadrada.

É simplesmente ilógico, mas é isso o que, às vezes, tentamos fazer. E gera angústia e sofrimento. É falta de autoapoio, porque a pessoa precisa da resposta do outro para sentir ou definir o próprio valor, quando, na verdade, somos nós quem nos valorizamos. É medo de ser rejeitado. É desejo de querer ser aceito para receber atenção e louros, portanto, carência.

E o fato é que quanto mais imatura emocionalmente uma pessoa é, mais ela sofrerá. O antídoto para estancar o sofrimento está no autoconhecimento, entender a sua história, por isso a importância de terapia.

A vida e a natureza são sábias, e na medida em que crescemos emocionalmente, aprendemos que não existe real dependência, que todos têm livre-arbítrio e que o nosso valor não está na decisão do outro, mas na nossa experiência de vida, na capacidade que temos.

Sua natureza sempre vence. Ouça o seu sentir. Escolha o que lhe faz bem!

 

Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: 123RF Imagens.





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