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As quatro armadilhas da mente

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O escritor e psiquiatra Augusto Cury, em seu livro”O código da inteligência”, enumerou quatro armadilhas da mente.



1ª armadilha da mente:

 

O Conformismo


“O conformismo é a arte de se acomodar, de não reagir e de aceitar passivamente as dificuldades psíquicas. O conformista amordaça o Eu, impedindo-o de lutar pelos seus ideais, de investir em seus projetos, de transformar a sua história. Não assume sua responsabilidade como agente transformador do mundo, pelo menos do seu mundo.

O conformista acredita que todas as coisas são obras do destino, já o ativista acredita que o destino é uma questão de escolha.(…) O conformista vê a tempestade e se amedronta, o ativista vê no mesmo ambiente a chuva e enxerga a oportunidade de cultivar. O conformista se aprisiona no passado, o ativista se liberta no presente.(…)

O conformismo é uma armadilha da mente que arrasta grande parte dos jovens e adultos.(…)Soterra habilidades, anula dons, contrai competências, bloqueia algumas funções mais notáveis da inteligência.(…) Vivem na superfície.(…)

O conformista é inerte e mentalmente preguiçoso, pelo menos na área em que se considera incapaz, inábil. Não exerce suas escolhas por medo de correr riscos. Não expande seu espaço por medo da crítica. Prefere ser vítima a agente modificador de sua história. Prefere ser amante da insegurança a parceiro do entusiasmo. Prefere enterrar seus talentos a dar a cara para bater.(…)


Agumas pessoas que foram desprezadas publicamente nunca mais se ergueram. Outras que foram abandonadas por quem amam nunca mais desenvolveram autoconfiança.(…) Sentenciaram-se à nulidade. Ninguém pode asfixiar, anular e amordaçar mais um ser humano do que ele mesmo.

 

Tornaram-se algozes do seu ser. Rotularam-se e se deixaram rotular. Alguns estão sempre auto-aprisionando, achando que serão sempre depressivos, fóbicos, obsessivos, para sempre. (…) Desconhecem o tesouro soterrado nas pilhas de suas perdas.(…)

Os conformistas são os reis das desculpas. Sempre têm justificativas para nao atuar, não treinar, não exercitar seu intelecto.(…)


Alguns conformistas vestem o manto da humildade, mas por dentro exalam o aroma do egoísmo. nem sempre o conformista é egoísta com os outros, mas certamente o é consigo mesmo. Não tem um caso de amor consigo mesmo, não usa todo seu potencial para executar seus sonhos e superar suas falhas.(…)

Alguns são mestres dos disfarces. Dizem que está tudo bem, não assumem suas reais dificuldades. Não pedem ajuda, nem treinam seu Eu para correr riscos. Tê medo de serem criticados, vaiados, vencidos.

Reafirmo que todos nós bebemos elevadas doses de conformismo em algumas áreas de nossa personalidade. Alguns são ótimos para resolver problemas dos outros, mas são péssimos para resolver os seus. Outros são intrépidos para estimular seus amigos a sair do lugar, mas não tem coragem de vencer sua paralisia. Preferem a falsa proteção do casulo em que se escondem a ousar viver em um mundo livre com suas nuanças e perigos.”


Olhe para trás!

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