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As situações podem ser simples! Por que eu as complico?

Simples Assim!


Participando de um evento, tive a oportunidade de rever vários colegas profissionais, que eu não os encontrava há meses. Foi uma maravilha. Como não poderia ser diferente, nós nos reunimos para um café gostoso, já que cafezinho é um ponto em comum no grupo.

Não demorou para trocarmos opiniões sobre o conteúdo do evento, que tratava de decisões, escolhas e mudanças.  Três palavras simples, bonitas de ler, de ouvir, mas que na prática são difíceis de praticar, e todos nós sabíamos disso.

Uma das colegas, que costuma liderar as conversações mais complicadas, falou sem reservas:

Ok, todos estamos encantados com a palestra. Sejamos sinceros! O que de fato, foi diferente ou novo em tudo o que vocês ouviram? Vocês realmente vão me dizer que nunca tinham ouvido, lido ou até mesmo já falado o que foi tratado nesse evento?  O silêncio de imediato se instalou e logo caímos na gargalhada com sua objetividade e sinceridade, pois creio que todos estávamos pensando a mesma coisa. Inclusive, já tínhamos lido vários livros do palestrante, e alguns são, inclusive, bestsellers internacionais.


E ela continuou, será que o que nos encantou, foi a forma que o tema foi abordado? O palestrante, que é internacionalmente reconhecido, trabalhou com muita leveza, alegria genuína e humildade. Todo o tempo, praticava de fato, o que ele estava apresentando. A prática dele era tão “parte dele”, que era natural, mesmo nos momentos de admitir sorrindo, perante mais de 200 pessoas: “Sou humano, erro, admito que preciso de ajuda e aprendo a cada dia”.

Era incontestável, a sua nobreza e humildade, próprias da experiência de quem já trabalhou com muitos executivos e líderes de empresas mundiais, e que já ultrapassou o julgamento e a necessidade da valorização ou validação da opinião do “outro”.

Com perguntas simples, porém que tocavam o coração e as mentes dos participantes presentes, ele foi crescendo no conteúdo e nos exercícios que nos proporcionava. Na simplicidade e objetividade das perguntas, o alvo era rapidamente atingido. Simples, assim? Sim! Simples assim! Sem complexidade em tecnologia, palestra show ou apresentações fantásticas em power-point? Sim, sem tudo isso!


Nesse momento, uma colega propôs que cada um de nós, comentássemos, uma pergunta , dentre as muitas, que tivesse ficado como aprendizado no evento.

E aí estão elas, com gostinho e cheirinho de café recém preparado:

1) As situações podem ser simples! Por que eu as complico?

2) Por que eu julgo e critico tanto os outros e a mim mesmo? O que ganho e perco com isso?

3) Por que eu tenho sempre, que provar que estou correto?

4) O que preciso fazer, para ser um pessoa melhor, para mim e para os outros?

E assim, continuamos a roda de conversa sobre o evento, que muitos aprendizados e reflexões nos proporcionou, e já sentindo que estava chegando o momento de nos despedirmos, com votos de nos reencontrarmos novamente.

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Direitos autorais da imagem de capa: IKO / 123RF Imagens   





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