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Às vezes, a vitória está tão perto, mas o medo nos tira o pódio!

Quero começar esse texto, relatando uma experiência pessoal. Algo que me levou a uma profunda reflexão.

Sempre levo meu filho mais novo, o Lucas de 04 anos, à escolinha de natação. E certa vez, me surpreendi com seu desempenho. Nesse dia, o professor havia colocado dois alunos numa espécie de “disputa”. O Lucas e o Breno de 06 anos de idade.


Durante o trajeto, que seria a travessia de um lado para o outro da piscina, percebi o quanto ele se esforçara, mas qual não fora a minha surpresa, quando vi que ele, que já havia nadado até pouco mais da metade da piscina, voltara nadando para o seu ponto de partida, ao invés de terminar o percurso, que seria menor, portanto, mais rápido.

Mas não! Ele se viu ameaçado a não suportar a fadiga e preferiu voltar ao começo, sem medir o espaço que o separava do final.

Muitas pessoas agem exatamente assim. Elas desistem dos seus objetivos, quando estão a poucos passos da reta final, bem pertinho de conseguirem a vitória, porque não conseguem visualizar aquilo que está bem à sua frente.

E decidem então voltar ao começo, enquanto poderiam prosseguir na mesma rota. Isso acontece porque temos o hábito de imaginar possibilidades de fracasso ao invés de sucesso.


Muitas vezes, o que precisamos fazer, quando os obstáculos aparecerem em nossos caminhos, é simplesmente contorná-los, ainda que para isso seja necessário mudarmos de direção para assim, alcançarmos a nossa meta, mas nunca perdermos a esperança de chegarmos ao final.

Algumas vezes, precisamos, por algum tempo, paralisar alguns projetos, mas não necessariamente cancelá-los. Pode ser que mais tarde, eles venham mais fortalecidos, porque recobramos forças com sonhos e objetivos. Durante a natação, podemos retomar o nosso fôlego e retomar o desejo de chegarmos ao final, ao invés de voltarmos.

Não é possível fazer todas as coisas ao mesmo tempo, mas podemos transformar cada segundo, ou fração de segundo, em nosso aliado para chegarmos à conquista dos nossos objetivos.

Uma criança, não tem a maturidade para fazer uma análise crítica desse processo, devido à sua formação, que ainda está em desenvolvimento, mas aqueles que estão ao seu redor, poderão lhes indicar pontos que lhes ensinem a ter objetivos.


Então, busquem a realização dos seus sonhos, por mais difíceis que possam parecer, não desistam, porque estarão sempre mais perto do final do que de um novo recomeço.

É importante observarmos que primeiro é necessário estabelecer um objetivo, com ponto e partida e o ponto final, onde estará a recompensa. Em seguida, devemos empregar as nossas forças e acreditarmos que tudo é possível.

O importante é chegarmos ao final, atingirmos os nossos objetivos quando a situação parece desfavorável, ou somos desacreditados por pessoas que sempre tentarão nos desanimar.

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Direitos autorais da imagem de capa: frenzelll / 123RF Imagens

 





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