Às vezes a vontade de abraçar é maior do que a de falar. Só você sabe, só você balança feito folha ao vento…



Às vezes a vontade de abraçar é maior do que a de falar. Às vezes, a vontade de vencer é maior do que qualquer obstáculo interno.

Às vezes, a gente dança conforme a esperança e vai insistindo nos sonhos, pintando novos afetos, desenvolvendo algo mais maravilhoso dentro do coração.

Às vezes, a gente só quer aquilo que não tiveram tempo de nos dar, só quer deixar o rio seguir seu curso e desaguar em algo que nos regue, que nos aflore e que nos traga aquele tanto de profundidade no peito.

Às vezes, a gente quer sentir perto, próximo do chacra da luz e da paz. Algo que vem e não nos condiciona ao vício. Que nos remete a algo melhor. Que nos deleita nos encanta, traz mais pra perto das coisas bonitas da vida.

Às vezes, a gente só quer abrir mais uma página e colocar ali as nossas digitais, os nossos propósitos os nossos desapegos, tão necessários quando a alma precisa de espaço pra acontecer.

Às vezes, a gente olha ao redor e começa a notar aquilo que já brotou e está esperando que a gente se achegue, converse, sorria e perceba que,no toque, no sentir da leveza dos dedos dá para segurar firme e ir sem planos, sem cobranças, sem medo.

Mas sentindo que a vida ficou mais próxima de tudo aquilo que a gente merece sentir.

Os dias nascem para que a gente não morra dentro deles. Nascem porque nós, muitas vezes, precisamos reviver, sobreviver, e manter o brilho no olhar nem que seja por vezes se despedindo, sofrendo, machucando a alma. Só assim nos damos conta de como podemos superar nossas adversidades aprendendo a suportar os nossos lutos e nossos adeus.



Às vezes, a gente se cala com vontade de gritar, a gente chora pra desabafar, a gente corre pra lugar algum e volta, volta pra buscar as próprias coisas e resgatar o que tem direito.

Seja na vitória, na derrota, seja respirando satisfação e não dando bola para oque pensam, não querendo saber o que cada um “acha” o que você precisa fazer.

Só você sabe só você se segura, só você balança feito folha ao vento.

Às vezes, somos confinamento e tempo que demora a passar. Mas Deus ajuda Deus cura, a gente se sutura e volta pra vida disposto a deixar o nosso tanto de aprendizado, generosidade, simpatia e acolhimento..

Porque somos melodia, sons, vibração. Somos o que queremos e podemos. Muitas vezes, até muito mais do que conseguimos imaginar.

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Direitos autorais da imagem de capa: halfpoint / 123RF Imagens






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