Até quando?



Fico pasmo de ver como em pleno século XXI ainda existem barreiras que cegam a humanidade produzindo o sectarismo entre semelhantes. Questões como o sexismo, a idade, a cor da pele, a deficiência física, a religiosidade e a opção sexual podem criar abismos entre as pessoas, gerar conflitos desnecessários, traumas muitas vezes irreversíveis, uso da violência – seja física, ou, verbal. E o mais absurdo é que temos a mesma origem, seja na evolução das espécies ou criaturas de um Criador, isso não devia acontecer, mas, acontece e  pergunto: Até quando?

Conceitos foram formados e passados de geração em geração sem qualquer reflexão moral e quais efeitos e proporções, se enraizando em nossas culturas produzindo sombras em nossas mentes que nos levam a julgamentos de valor injustos por conta da formação de uma idéia baseada numa imagem deturpada. Assim, a humanidade vai seguindo ladeira a baixo direcionada por seus preconceitos e  pergunto: Até quando?

Preconceitos que se perpetuam ao longo dos anos, porque mesmo tendo diversos conhecimentos à disposição, revela-se uma completa ignorância quando se omite, se desclassifica e se estabelece estes conceitos que são projetados perante uma parcela da humanidade, e, se esquece de que para cada dedo que se aponta existem três que devolvem as acusações. Por essa razão é que antes de formular qualquer pensamento a respeito nos cabe olhar para nós mesmos e ver o que nos tornamos, limpar as imagens e sombras que vedam a nossa visão e conhecer o desconhecido, olhar para o lado e perceber que somos semelhantes e temos direitos iguais.


E  pergunto: Mas para quando? A resposta é: AGORA!

Afinal de contas “somente quando temos a coragem de enfrentar as coisas como são, sem nenhum auto-engano ou ilusão que surgirá uma luz dos eventos pela qual reconhecemos o caminho do êxito”* , pois “somos muito mais daquilo que pensamos que somos, podemos ser muito mais do que isso, podemos influenciar o nosso ambiente, as pessoas, o espaço e o futuro. Somos responsáveis por todas essas coisas, e, o que nos cerca não nos separamos, somos parte de um todo, estamos conectados a tudo isso e não estamos sós”**. Logo, precisamos aprimorar os nossos conceitos analisando quem somos nós e então mudar o curso da históriadeixando de lado o erro e o vício do preconceito como apenas uma lembrança de nossa evolução!


  

* trecho do filme: Efeito sombra.  ** trecho do filme: Quem somos nós?  ** Inspirado no filme: Olhos azuis.

por Raphael Sales

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