Comportamento

Atletas que amamentam foram impedidas de participar de torneio de vôlei porque levaram seus bebês!

A justificativa foi que, por conta da pandemia, os bebês não poderiam entrar no Centro de Convenções do Colorado para o torneio.



Assim que uma mulher se torna mãe, uma das coisas que muitas esperam fazer com êxito é conseguir amamentar a criança pelo máximo de tempo possível. Os benefícios do leite materno são inúmeros, e chegam até a atuar como anticorpos naturais contra algumas doenças, como gripes, resfriados e infecções.

Amamentar uma criança, seja de forma exclusiva ou não, requer que a mãe esteja disponível para seu bebê em curtos intervalos de tempo, já que o leite materno, nos primeiros seis meses de vida, além de alimentar, hidrata a criança, não sendo necessário nem ofertar água a ela nesse período. Depois dos primeiros meses de vida, a amamentação continua sendo de suma importância, inclusive se recomenda mantê-la até, no mínimo, a criança atingir 2 anos.

Vitaminas, minerais, anticorpos, proteínas, lipídios, carboidratos, água, sódio, cálcio, fósforo, cloro, riboflavina e tiamina são alguns dos componentes do leite materno, não sendo substituídos por nenhum outro leite, nem os artificiais, mesmo que as empresas se esforcem um bocado para tentar imitá-lo. Por isso, mesmo depois dos seis primeiros meses, a amamentação continua essencial para o pleno desenvolvimento da criança.


A atleta Dixie Loveless viajou durante oito horas, de Utah para o Colorado, nos Estados Unidos, para participar de um torneio de vôlei com seu time, mas foi informada, ao chegar ao local, que não poderia entrar com seu bebê de 4 meses.

Assim que tentou fazer seu check-in no Centro de Convenções do Colorado, para o torneio Crossroads, no dia 15 de maio, descobriu que a filha McKinley não poderia entrar.

Direitos autorais: reprodução/acervo pessoal.

Segundo reportagem do Today, Dixie ainda foi informada que, caso tentasse, chamariam a polícia e ela sairia dali escoltada. A equipe da organização ainda explicou que não era permitido nenhum espectador com menos de 16 anos no local e que essas eram as regras atuais por conta da pandemia no novo coronavírus.


A jovem explicou que, em momento algum, o torneio deixou claro em suas regras com antecedência que ela não poderia entrar com a filha.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Dixie Loveless.

Um representante do prefeito de Denver, Michael Hancock, acredita que eles não tenham razão para acreditar que a restrição do torneio viola leis ou decretos da cidade. Ela precisou acompanhar o time do lado de fora do centro de convenções, assistindo a uma transmissão ao vivo do evento. Como a filha ainda é muito pequena, a mãe explica que ficar longe dela durante aquele período não era uma opção já que, no mínimo, de duas em duas horas, ela precisa ser alimentada.

Dixie ainda conta que todas as pessoas que assistiram ao torneio, inclusive as atletas que participaram dele, viram o exemplo diante de seus olhos, que precisam estabelecer algum tipo de escolha entre o trabalho e a família.


É como se, nas entrelinhas, a sociedade dissesse que não existe a possibilidade de uma mulher conseguir ter os dois ao mesmo tempo. A jovem Dixie ainda afirma que as mulheres são discriminadas quando não podem fazer algo que todo mundo pode, apenas porque estão amamentando seus bebês.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Dixie Loveless.

A treinadora de vôlei e também mãe Nikita Eby passou pela mesma experiência no Dia das Mães, sendo obrigada a deixar o local com seu filho de apenas 2 meses. A mulher revela que não houve decência humana e que todos fizeram questão de tratá-la como criminosa apenas por ser mãe.

A equipe que organizou o torneio não esclareceu o ocorrido, e o órgão regulador do esporte no país, o USA Volleyball, explicou que está em desacordo com a decisão do evento classificatório, mas que não opera nem controla a organização em questão. O órgão ainda pediu que as regras do torneio fossem imediatamente mudadas, a fim de reverter a situação o quanto antes.


Direitos autorais: reprodução Facebook/Nikita Eby.

Dixie e Nikita esperam que, no futuro, o esporte consiga acomodar melhor as profissionais que são mães que amamentam e que lutam para que o torneio mude suas políticas. Segundo ambas, tal preconceito acaba dando péssimos exemplos a todas as mulheres que se envolvem com o esporte no mundo.

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