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Ato de amor! Casal adota 5 irmãos deixados pela mãe biológica em abrigo

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Um ato de amor! Para não separar cinco irmãos, um casal decidiu adotar as crianças deixadas pela mãe biológica em um abrigo.

Jhonatan Wiliantan da Silva e Daniel Rocha Braz, ambos de 28 anos, não tinham o desejo de formar uma família antes da união. Com o tempo, veio a vontade de ter os próprios filhos e então começaram a busca. De início, consideraram a barriga de aluguel para realizar o desejo da paternidade, e uma tia de Jhonatan se voluntariou, mas o processo foi interrompido.

Foi então que o casal conheceu as crianças: João Miguel, de 1 ano e 6 meses, Iara, de 3 anos, Harry, de 4 anos, Wendel, de 6 anos e Douglas, de 11 anos, em um abrigo em Rio Claro, interior de São Paulo. A partir do encontro, os pais de primeira viagem entenderam que a paternidade poderia acontecer de outras formas.

Jhonatan e Daniel apadrinharam os irmãos e mantinham as visitas frequentes, levando-as para passear e fazer coisas de criança, como tomar sorvete ou ir a um parque. No entanto, com a chegada da pandemia, as visitas foram interrompidas por conta das restrições do isolamento social.

Como o apego já era grande, Jhonatan então passou a fazer vídeos e mandar para que as crianças se sentissem mais próximas dele. Durante este período, o casal decidu que iriam adotar as cinco crianças. Mas o processo veio com alguns obstáculos.

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Direitos autorais: Reprodução/Instagram..

Processo de adoção

O casal relembra as dificuldades durante o processo de obter a guarda das crianças por conta de sua sexualidade, principalmente por parte da família das crianças. Além do preconceito, veio a dificuldade financeira e a insegurança de cuidar de quatro crianças pequenas.

Com a entrada do pedido de adoção, Jhonatan soube que a mãe das crianças estava novamente grávida e que o bebê também iria para o abrigo. Com isso, conversou com a família biológica para também pedir a guarda do bebê recém-nascido. No entanto, a tia paterna dos meninos disse que cuidaria do mais novo.

Pouco tempo depois, o bebê acabou tendo o mesmo destino dos irmãos e foi para a casa de acolhimento. Persistente, o casal lutou novamente pela guarda de João, e em dezembro de 2020 conseguiu levar as cinco crianças para casa.

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