Autenticidade ou grosseria: uma diferença conceitual!

É comum observarmos em meio ao cotidiano dos nossos afazeres e compromissos, algumas cenas que são convidativas à reflexão. O nosso cenário, fruto da imaginação, pode ser uma manhã de sábado no supermercado, talvez um almoço em família ou ainda uma festa de aniversário de um afilhado ou sobrinho. Os atores todos nós já conhecemos, mas é o roteiro que nos surpreende.



Em meio ao evento, alguém faz um comentário talvez maldoso, ou até mesmo deselegante sobre a outra pessoa que é apanhada de surpresa. Talvez o peso, a idade, a falta de conhecimento ou a simplicidade de um membro da família vire matéria e assunto de uma piada ou a famosa “tiração de sarro na boa”.

Aqui iniciamos nossas reflexões. O cenário está montado. A piada que deixou os presentes um pouco constrangidos, o comentário que suscitou uma discussão desnecessária entre o casal ou mesmo uma atitude que surpreendeu os clientes pelos corredores do supermercado que por sinal, fingiram que não era com eles.

A desculpa utilizada pelo agressor está na fala: “Eu sou assim mesmo, falo o que eu penso. Sou uma pessoa autêntica”.

Pois bem, esta afirmação merece uma análise atenta. Em primeiro lugar, vamos à origem do termo. A palavra “autenticidade” é a condição e característica de quem possui as condições necessárias para o exercício de algo muito valioso: o “autós”. Autós em grego significa a posse, a propriedade, o domínio de si próprio.


Uma pessoa autêntica não apenas possui o controle de si próprio (o que difere do nosso antipático personagem), como também sabe administrar seu equilíbrio mental e emocional em situações de tensão, conflito ou crise.

Ser autêntico não significa faltar com o devido respeito ao lugar e às circunstâncias.

Ser autêntico não significa querer se tornar o foco da atenção de um público estranho ou familiar.

Ser autêntico não significa usar expressões chulas ou piadas vulgares que beiram o mau gosto e se aproximam de uma limitação intelectual.


Ser autêntico não significa ser grosseiro ou torpe…

E aqui, mais uma vez, a etimologia do termo vem ao nosso socorro. Grosseria é a condição de algo que se caracteriza como tosco, ríspido e agressivo. Grosseria nada tem de relação com autenticidade. A grosseria nasce de uma deficiente educação moral ou de uma carência afetiva que precisa ser tratada. Pessoas grosseiras apresentam atitudes desrespeitosas porque possuem certamente um desequilíbrio emocional: a insegurança.

A autenticidade nasce do equilíbrio moral, afetivo e intelectivo de uma pessoa que não precisa mostrar quem ela é, o que ela tem e nem o que ela faz.

Pessoas verdadeiramente autênticas são respeitosas porque sabem se resolver em momentos de conflitos e não despejam suas frustrações no outro.

Para finalizar, deixo como hábito desta coluna, um roteiro para você se dedicar esta semana. Um forte abraço para você e fique na Luz.


PROPÓSITO  DE  VIDA

  • Eu costumo explodir facilmente sem considerar as pessoas ao meu redor?
  • Tenho o hábito e a iniciativa de pedir desculpas quando percebo que magoei alguém que não merecia?
  • Procuro fazer um exame de consciência antes de dormir?
  • Mantenho um programa de progressão ou melhoria das minhas atitudes e iniciativas?
  • Permito que a rotina e o estresse determinem o meu estilo de vida? O que faço para combater essas forças desafiadoras?

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Texto escrito com exclusividade para o site O Segredo. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.




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