AutoconhecimentoO SegredoReflexão

Auto-negação: uma forma de perder o rumo…

A maior parte das pessoas não vive plenamente por medo de si próprias.



Devido a esse medo, retraem-se e vivem uma vida medíocre, chata, morna, etc.

Queixam-se por tudo e por nada…Nunca estão bem com nada.

Não são gratas pelo que têm ou pelo que recebem. Vivem com medo de fazer o que quer que seja, pela dor de poder fracassar ou sentir-se frustrado(a).


Reprimir a experiência é cravar um espinho de ansiedade no corpo que perdura tal como uma pedra no sapato.

Autonegar-se ao longo do tempo é uma boa forma de chegar ao fim da vida e dizer-se “era só isto que havia?”

Oscar Wilde, em ‘O Retrato de Dorian Gray’ diz:

“…o mais corajoso homem entre nós tem medo de si próprio. A mutilação do selvagem sobrevive tragicamente na autonegação que nos corrompe a vida.


Somos castigados pelas nossas renúncias. Cada impulso que tentamos estrangular germina no cérebro e envenena-nos.

O corpo peca uma vez, e acaba com o pecado, porque a acção é um modo de expurgação. Nada mais permanece do que a lembrança de um prazer, ou o luxo de um remorso.

A única maneira de nos livrarmos de uma tentação é cedermos a ela. Se lhe resistirmos, a nossa alma adoece com o anseio das coisas que se proibiu…”

Esta autonegação que se fala surge-me a mim como uma forma de desresponsabilização pela nossa própria vida, pelos nossos atos, decisões, escolhas, impulsos, desejos, palavras…


É um alienar das rédeas do nosso destino que, francamente, é escrito por nós, com a nossa caneta, no nosso papel.

Quem vive plena e verdadeiramente não deixa ninguém sequer pegar na sua caneta.

Quem deixa, o seu futuro está irremediavelmente nas mãos de terceiros…

E se perdemos o rumo, perdemos o tempo também…


Já agora vale a pena pensar nisto!

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Por: Alcino Rodrigues – Via: Ser Único


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