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Autoempatia

Ao longo das minhas relações pessoais, sempre me pegava cedendo, oferecendo o primeiro pedido de desculpas, mesmo possuindo a certeza de estar com a razão. Algumas vezes “passava por cima” dos fatos e anulava a mim mesma.

Com o tempo, achando que tinha um crivo contra o pensamento egótico (“só que não!”), cheguei à conclusão de que eu precisava de algo que as pessoas tinham, e eu não: orgulho! A mente humana é, realmente, paradoxal…



Auroras e crepúsculos vão e vêm, decepções (algumas) e glórias (muitas!) me fizeram perceber que o orgulho era algo pejorativo. É um sentimento que preza a honra, a supervalorização do eu, a soberba. E, mais uma vez, notei que, quanto mais pensamos que aprendemos e evoluímos, menos sabemos. É uma bipolaridade reflexiva. Ah, gratidão por isso! Afinal, todo dia eu me convidava (e me convido) a mudar de ideia, a não ser mais o que eu era antes. “Hum… parece que o autoconhecimento é mesmo infinito…”

Em um desses momentos cíclicos da vida, aprendi que, o que eu precisava não era de orgulho,  “tolinha eu…”, era de saber perdoar e não julgar, inclusive a mim mesma.

Do que eu precisava, na verdade, não era de orgulho, era de amor-próprio. “Oba! Eu sou o poder, ele está na minha mente! Ufa! Despertei a consciência do meu ser, do meu poder divino interno, (re)conheci o autoamor!”

“Paft! Tum! Só que não!” Certo dia, lá estava eu de novo! Novamente, notei-me caindo na armadilha da minha própria mente: ilusão. Não é que, na prática, não apliquei esse tal de autoamor? Pois é. Já não sei mais se são situações ou pessoas que me iludem/decepcionam, acho que sou eu mesma que me deixo iludir. “Autorreflexão, por favor, menina!”


“Ué? Perdi a autoestima que eu construí! Como? Cadê ela?” Ah, tá, lembrei-me de que sou uma eterna consciência em construção no seio do Cosmo. Perdoei-me. Hoje, e talvez eternamente, encontro-me confusa e, ao mesmo tempo, “empoderada”. Acho que essa tal de autoestima se constrói todo dia. Bingo! Ela é um processo cíclico. Já não sei mais se eu que construo a minha autoestima diariamente, ou se ela que me constrói. Opa! Ou nos construímos mutuamente?

Mas, amor é isso, né? Parece clichê, mas “deve ser construído todo dia”. É como naquele filme “Como se fosse a primeira vez”. Ufa! Minha consciência autoamor tem paciência e me lembra todos os dias disso: “eu sou demais!” Hum…“mas quem sou eu mesma? O que eu estava procurando mesmo?” Lapsos de memórias eternos! Tudo ok… eu estou viva! E tenho a eternidade para (des)construir-me todos os dias. Liberté!

Porque orgulho não é sinônimo de amor-próprio, não é? Relaxe e “tudo rosa!” Ou azul, preto, marrom, amarelo. Eu sou dona da minha aquarela. Ah! E a vida é da cor que a gente pinta…



Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: 123RF / anima21

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