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AUTOR DO AMOR…

Autor do Amor…


Tenho um bom quinhão de ceticismo sobre muitas coisas. Outrora, não tinha tanto, como as tenho hoje. Quase tudo é fragilidade, e vãs ilusões. Certamente, o que um dia sustentou a minha coragem, foi a ignorância do que me cercava. Daí buscamos um culpado, no presente, alegando que a época passada era mágica e pura, quando pura era apenas nossa visão.

Mesmo em face de tantas decepções, persisto atada à algumas convicções. E uma Inabalável crença, que nenhuma teoria filosófica, ou engenhosas provas científicas me farão deixar de acreditar. Mesmo que me dividem ao meio, ainda assim meus dois lados gritarão: ACREDITO EM DEUS!

Não transporto nenhum resquício de dúvida, sobre a existência do Criador do Universo. Os detalhes da criação – cada um deles – me atraem e fascinam. Mais do que ver, busco sentir a perfeição. Não é preciso tocar para crer, e nem ouvir sua voz para perceber a complexidade do equilíbrio de quase tudo caminhando em pares.


Deus foi detalhista sobre a paridade. Principalmente na criação do homem. Há em nosso corpo uma boa distribuição de companheiros: olhos, ouvidos, pulmões, pernas, pés, braços, mãos, cerebelo e encéfalo.

Somos um cálculo matemático, complexo, e ainda não resolvido. Por mais que os cientistas escarafuncham, não conseguem decifrar a individualidade de oitenta e seis bilhões de neurônios ligados por mil sinapses Não tenho nenhuma inclinação para a ciência e minhas probabilidades nascem da imaginação. Imagino, que as tais sinapses, seja uma espécie de celular, recebendo ordens da central.

Nosso cérebro é um potente gerador e controlador de comportamentos. Somos uma espécie de máquina perfeita, torcendo para que não corrompa algum parafuso, e vemos muitos parafusos soltos por aí.


O Criador de todas as coisas não pensou, apenas, na funcionalidade de nossos órgãos, mas, também, no afetivo. Nosso equilíbrio se completa, quando Ele disse: “não é bom que o homem esteja só”. E criou a mulher. E antes da mulher ele criou o coração do homem. Único. E plantou nele a solidão, para que surgisse a necessidade de uma companheira.

E assim foi criado o Amor! Sentimento ímpar(?) que precisa de um par, e atiça a humanidade para correr em busca da metade da sua laranja, tampa de sua panela, ou a chuva em sua terra seca. Há tantas denominações! Ouvi um rapaz dizer para uma mocinha: “Você é a senha secreta do meu messenger”.

Não seria mais fácil dizer: eu te amo? Bem… Vivemos outros tempos. O que importa é que a mocinha ficou corada e feliz!





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