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Baixa autoestima: você não nasceu com ela!

Vixe Maria! Quando eu era mais jovem, eu me considerava um problema. Como era possível um ser vivo como eu sempre me apaixonar pela pessoa errada, sempre a primeira a pegar qualquer virose “da moda”, a filha que dá problema na escola, a lunática que esquece coisas, a distraída que faz o caminho errado, a tonta que fica na fila mais longa, etc.



Minha vida comigo mesmo era um grande inferno. E que trabalho eu me dava para deixar tudo em paz do lado de fora era cansativo demais, mas estava tão acostumada que nem percebia.

Convivi com uma baixa autoestima ferrenha por muito tempo acompanhada por culpa (de fazer tudo errado sempre) e claro, uma carência e falta de compreensão (dos outros, quando na verdade era de mim comigo mesma).

Tinha um buraco negro e dolorido dentro de mim e nem sabia! Achava que era normal e pensava “que seres estranhos como eu que fazem tudo errado” devem carregar este peso na alma pelo resto da vida.


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Se o papo espiritual-esotérico me servia como fuga (afinal, pensar que no céu tinham anjos que me amavam incondicionalmente), o tantra (filosofia) foi uma injeção de realidade nua e crua. Bem ralamente falando, chegaram ideias “místicas” de se colocar em prática, em experiência cotidianas: você tem que estar feliz com você, você que deve se amar, você vive a sua vida como quiser. A mente é uma prisão. A meditação é a libertação e o amor (muito mal interpretado por séculos) é a cura para tudo. Não encha o saco de ninguém e toque seu barco.

Se você sofre é por sua causa. Se você está feliz é por sua causa. Ninguém é responsável, somente você e sozinho. Você é o inferno e o paraíso também.


Foi esta filosofia, junto a muitos outros livros, por anos, vivendo cada dia como um convite para “colocar em prática as teorias” que aprendi a sentir a pulsão da minha vida e a ouvir meu coração. Diferente de antes, onde eu não me entendia, nem me aceitava como eu era e muito menos compreendia os porquês “de tudo errado”, passei a me enxergar com alegria, compreensão e, consequentemente, passei a ouvir e ver o que me faz bem. Levei luz ao buraco negro da alma, coloquei a música para dançar e fui.

A partir disso, comecei a fazer escolhas feitas baseadas no meu coração, onde os por quês deixaram de ter importância. Quando uma escolha é feita com a alma, a gente segue sem culpa, sem medo, sem dúvida. A certeza aparece no silêncio entre cada respiração. A inspiração do ar sustenta os pensamentos e as ações.

Pode ser uma escolha que lá na frente você até se machuque, mas você não é mais vítima de si mesmo, nem do destino e muito menos dos outros, e sim, você encontrou com sua maturidade que diz em alto e bom som: escolhi este caminho para viver isto e aprender com isto independente de onde isto me levará. É um entrega. Rendição e porque não, uma pequena morte. Se o fim de uma escolha “é bom ou ruim”, “do mal ou do bem” isso não tem valor algum no coração. Ele é inteiro e não polarizado. Em todas as escolhas feitas com o coração há aprendizados essenciais para cada indivíduo.

Quando você alinha sua mente com o coração, não há mais ideias para seguir, nem turmas a pertencer, e muito menos moralidades sociais. A sua verdade é concreta e simples. Você é seu mestre. Você é seu melhor amigo. Você é seu guia pela vida. Se neste caminho, pessoas seguirem ao seu lado, pode ter certeza que são encontros cósmicos, bênçãos em sua vida.  A vida vira uma grande orquestra sinfônica, pessoas e cenários vão e vêm.  Quem deixa de viver para criar histórias a seu respeito, você já sabe! Continuam parados sem perceberem a belíssima música que toca em seus corações, porque quem está vivendo e dançando, não tem tempo nem interesse em criticar outros, apenas se alia com quem surge em seu caminho…

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* Matéria atualizada em 07/11/2016 às 4:21






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