Família

Barriga de aluguel, que descobriu que um dos bebês era seu filho biológico, conseguiu guarda da criança

Uma semana depois que os bebês nasceram, Jessie soube que uma das crianças era completamente diferente da outra, o que acendeu um alerta.



Algumas mulheres escolhem alugar seus úteros para gerar o bebê de outros casais ou famílias, e existem inúmeros motivos para essa escolha. Pode ser para ajudar quem não consegue conceber crianças, para receber uma ajuda financeira ou mesmo por razões afetivas e emocionais.

Na maioria dos países, é proibido cobrar para ser barriga de aluguel, podendo a família que vai receber o bebê apenas arcar com os gastos médicos. Mas em outros é plenamente aceitável.

Independentemente da discussão em torno de alugar o útero ou não, essa já é uma realidade existente, e o que o Estado tenta fazer é regulamentar ou proteger minimamente as famílias que se envolvem com esse tipo de concepção.


O corpo humano ainda é uma máquina compreendida em alguns aspectos, e muitas coisas, que em determinados momentos se consideram impossíveis, é desvendado pela ciência e se prova ser plenamente plausível.

Jessie Jasper já era mãe de duas crianças quando se tornou barriga de aluguel, em 2015. Seu marido Wardell Jasper dava a ela todo apoio para a decisão e, segundo reportagem do The New York Post, ele ainda afirmou que aquela era a chance de ela abençoar outra família com um bebê.

Optou então por trabalhar com a agência Omega Family Global, em San Diego (EUA), quando conheceu os chineses Lius, um casal que havia ido aos Estados Unidos em busca de uma mulher que aceitasse gerar seu filho.

Eles acabaram fazendo um contrato que assegurava a Jessie e sua família receber mais de R$ 183 mil para se tornar barriga de aluguel. O casal chinês pagaria as despesas médicas, em troca ela geraria o bebê e teria o direito de ficar com ele por cerca de uma hora após o parto. O dinheiro foi usado para comprar uma casa. Nove dias depois que os embriões foram transferidos para o seu útero, o médico confirmou que estava grávida.


Direitos autorais: reprodução Facebook/Wardell Db Jasper.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Wardell Db Jasper.

Como tudo precisava estar previsto no contrato, Jessie e seu marido não podiam ter contato íntimo até que o médico que realizou a fertilização in vitro (FIV) os liberasse. Depois da permissão, era recomendado que eles usassem preservativos, e tudo transcorreu como deveria, até que na sexta semana, o médico identificou outro feto.

Os Lius ficaram extremamente emocionados com a notícia, e aumentaram o pagamento em mais R$ 26 mil pela outra criança. Eles acreditavam que as crianças eram gêmeas idênticas e em momento algum o médico informou que estavam em bolsas separadas, o que poderia despertar um alerta nas famílias ainda durante a gestação. Quando completou 38 semanas, uma cesárea foi agendada pela equipe, e a sra. Liu a acompanhou durante a cirurgia.


Jessie conta que nem sequer conseguiu ver o rosto das crianças, já que elas foram levadas da sala cirúrgica logo após seu nascimento. Já em sua nova casa, ela se recuperava do parto, quando recebeu uma foto dos bebês por mensagem, e a mãe lhe perguntava se ela sabia o motivo de eles não serem iguais.

Uma semana depois da mensagem, os recém-nascidos foram levados para fazer testes de DNA, o que detectou que um deles tinha os genes dos Lius, enquanto o outro, os genes de Jessie. Alguns dias  passaram e a Omega entrou em contato explicando que uma pessoa estava cuidando do bebê que os Lius não queriam, além disso, esperavam uma compensação de R$ 94 a R$ 115 mil.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Wardell Db Jasper.

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Devendo milhares de reais, a prioridade dos Jasper era apenas levar o bebê para casa, mas legalmente não era tão simples assim. Os Lius ainda tinham sua guarda e queriam que ele fosse adotado. Caso Jessie e o marido quisessem ficar com a criança, ainda teriam a conta para pagar, já que ela não existiria apenas se eles desistissem do próprio filho.

Os pais não se importaram com a situação, contrataram um advogado e ainda descobriram que teriam de arcar com mais R$ 39 mil que a assistente social havia desembolsado com a burocracia e outros gastos por ficar com o bebê.

Após uma dura batalha, eles conseguiram eliminar o valor de compensação que os Lius pediam e tudo foi acordado com a agência Omega. Algum tempo depois, os pais receberam o bebê da assistente social em um estacionamento de uma cafeteria, e o rebatizaram de Malachi, no que Jessie classifica como um dos momentos mais emocionantes da sua vida.


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