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Com apenas 8 meses, bebê morre eletrocutado depois de morder carregador que estava na tomada

O delegado responsável pelo caso pediu que fosse realizada uma perícia na casa onde aconteceu a morte.



Os acidentes domésticos são a principal causa de morte de crianças e adolescentes no Brasil, e, segundo dados do Instituto Nacional de Saúde, entre crianças de até cinco anos, 80% dos acidentes aconteceram na própria casa das vítimas. Em questão de segundos, uma criança pode ficar em estado grave ou mesmo perder a vida em quedas, cortes, queimaduras, intoxicações e choques elétricos.

Em Araçoiaba, em Recife, um bebê de oito meses morreu eletrocutado depois de morder o fio de um carregador de celular que estava na tomada. O caso aconteceu na quinta-feira (15), mas foi confirmado apenas no dia seguinte pela Polícia Civil, segundo informações do G1.

O delegado responsável pelo caso, Mamedes Xavier, da Delegacia de Araçoiaba, disse que o menino estava em casa com a mãe quando o acidente aconteceu.


O carregador pertencia a ela, e seu nome e idade não foram divulgados. Ele explicou que a polícia ainda está em diligências, e que foi pedida uma perícia no local para avaliar melhor a situação.

As informações iniciais são de que o celular estava carregando e a criança colocou o fio na boca e mordeu, quando aconteceu o choque elétrico. O Conselho Tutelar também vai ajudar nas investigações, e outras testemunhas e vizinhos serão ouvidos pela polícia, que tenta descobrir as circunstâncias em que o acidente aconteceu.

O corpo do bebê foi levado ao Instituto de Medicina Legal (IML), em Recife, onde passará por perícias, e o pai da criança foi até o local para reconhecer o corpo e liberar o cadáver. O delegado Mamedes explica que além da responsabilidade dos pais, ainda existe a perda da criança causada à família.

A maioria dos acidentes domésticos poderiam ser facilmente evitados com um pouco mais de atenção dos pais e adaptação do ambiente onde vive uma criança. Conforme o bebê vai se desenvolvendo, é natural que adquira novas habilidades, como pegar, sentar, colocar na boca, rolar, andar, entre outras coisas, o que vai aumentando a quantidade de vigilância e supervisão que os adultos precisam ter.


Desde o nascimento até completar um ano de idade, os acidentes mais frequentes que podem acontecer são quedas, asfixia, engasgamento, aspiração de corpos estranhos, intoxicações e queimaduras.

Dos dois aos quatro anos de idade existem grandes chances de as crianças sofrerem quedas, asfixia, engasgamento, afogamento, intoxicações, choques elétricos e traumatismos.

Crianças muito pequenas não possuem capacidade de discernimento, por isso todos os objetos que encontram acabam se transformando em brinquedos ou são levados à boca. Proibi-las de brincar pode não ser a melhor saída, já que muitas sequer compreendem o significado da palavra “engasgo”, por exemplo.

Adaptar o ambiente para que seja o mais seguro possível, colocar a criança sob cuidado vigilante, quando possível, ou mantê-la sempre no mesmo cômodo que o adulto, além de ir ensinando-a sobre os perigos dos objetos, pode ser uma boa saída. Comente abaixo e compartilhe nas suas redes sociais!


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